Eu não tô na Vogue

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Diferente como você

Alguns anos atrás (não me acostumo a dizer isso, pra mim parece que foi tudo ontem), meu namorado me deu um livro infantil muito fofo chamado “Diferente como Chanel”. Eu AMEI, pois sou completamente apaixonada pela Chanel. Mas, calma, não amo (só) as bolsas e roupas, quem eu amo mesmo é a Mademoiselle. Para mim, Gabrielle Coco Chanel é a mulher mais incrível que já existiu na face dessa terra por ser ousada, determinada, inteligente e inovadora. Uma vez fiz uma apresentação sobre ela na faculdade e acabei descobrindo que até o bronzeado foi ela quem popularizou (na época o chique mesmo era ir pra praia e ficar branquela).

Lembrei desse livro em uma das minhas “noites pensantes” (por que insônia é ruim, mas pensar não) e resolvi dar uma olhadinha nele. Como é um livro infantil terminei em 10 minutos, mas estou há uns dois dias pensando incessantemente no seu conteúdo. Livros infantis geralmente mostram situações vividas por todos nós, mas de uma maneira mais leve, por isso podem ser excelentes pontos de partida para refletirmos sobre algumas coisas que esquecemos de vez em quando. E ser diferente é uma delas. Durante nossa adolescência passamos a receber muitas influências externas, além das da nossa família. São amigos, inimigos, tv, ídolos, professores, etc. Acontece que é um momento em que a única coisa que nos interessa é ser igual a alguém, pois isso está na natureza do ser humano, precisamos ter essa sensação de pertencimento, fazer parte de um grupo é fundamental e o jeito mais fácil de identificar grupos é pelo que vestem e como se comportam. O problema é que com o passar dos anos nós começamos a desejar exatamente o oposto disso, e ser diferente torna-se muito mais importante.

Acontece que, depois de tanto tempo sendo outra coisa, fica difícil saber de fato o que é você e o que é dos outros. Por exemplo, eu sempre fui fresca e, com 15 anos, eu tinha o cabelo super comprido e loiro e usava roupas predominantemente da cor rosa, justas, com brincos gigantes e saltos mais ainda. Com 16, eu fui fazer intercâmbio na Austrália e esse visual era insustentável, então eu fui forçada a me adaptar. No final dos seis meses de viagem eu e uma das minhas amigas de lá decidimos que ao voltar para o Brasil nós não queríamos mais ser iguais a todo mundo, nó queríamos ser diferentes, ter nosso próprio estilo, por isso não seríamos mais influenciadas pela opinião alheia. Profundo, né? Porém difícil. Já faz quase dez anos, e só agora que eu entendi que esse nosso objetivo é impossível.

Beatriz Helena, você está louca? Você é consultora de imagem, defende a busca pelo próprio estilo e está dizendo que isso é impossível? Yep, hoje eu acredito que seja absolutamente impossível não receber nenhum tipo de influência externa para compor nosso estilo.

Entretanto, isso não significa que você tenha que ser igual às pessoas. É possível ser influenciado, ou melhor, buscar inspiração nos outros, e adaptar isso ao seu jeito. Aliás, isso sim é estilo: saber qual é a sua maneira de usar as coisas. Era isso que Coco Chanel fazia. Para citar um exemplo, ela viu os marinheiros usando a camiseta listrada e a adaptou para as mulheres, que a usam até hoje. Ela era pobre quando menina, mas nem por isso deixou as damas da sociedade passarem por cima dela, muito pelo contrário, tornou-se muito maior do que todas elas juntas. Isso é chique, isso é elegante, ser você mesma. Tudo bem querer aquele casaco que foi desfilado na última fashion week, mas não se esqueça de dar o seu toque pessoal. E para dar seu toque é preciso se conhecer e se sentir bem consigo mesma. É importante ouvir o que os outros dizem, isso ajuda no processo de autoconhecimento, mas não precisa levar tudo tão a sério! O importante é sempre ser fiel aos seus gostos, porque mulher segura de si é a coisa mais linda que existe! Esse é um exercício constante, mas que vale a pena. ;)

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Camisa saia, por Débora Andreucci

Sei que andei sumida, e já conto mais sobre isso logo mais, acontece que eu precisava postar o quanto antes essa colaboração da Dé Andreucci! A Dé é uma das gêmeas que apareceram aqui outro dia, lembra? Como eu disse na ocasião, a dupla tem um estilo muito bacana e ontem a Débora simplesmente ARRASOU! Mas assim, ela não arrasou só no look, ela também fotografou um passo a passo da incrível camisa que virou saia! Gente, nem consigo descrever minha emoção ao abrir esse e-mail. Me tornei ainda mais fã da bonita! Aproveitem para se inspirar e, se alguém copiar, manda pra gente ver! :)

Sábado acordei e o dia estava lindo, sol e céu azul, o que me inspirou muito e me fez querer usar um look diferente porém confortável. Foi aí que eu tive uma brilhante ideia.
Uma das únicas peças vintage que salvei do armário da minha mãe foi uma camisa com estampa geométrica de cetim grosso, porém ela estava um pouco grande em mim, mas como tenho muito apego a ela matutei sobre o que faria, e, finalmente cheguei a uma conclusão: vou transformá-la numa saia - isso mesmo, sem cortar e/ou costurar.
É muito simples, vamos ao passo-a-passo:

1. Vestir a camisa pela gola como se fosse uma saia mesmo (o ideal é ser uma camisa grande, 1 ou 2 números maior do que você usa)

2. Abotoar os botões da camisa até o que ficar mais confortável para você, não muito apertado a ponto de te sufocar e não tão largo a ponto de cair a saia


3. Na parte de trás esconder a gola da camisa para dentro, ela geralmente vai até a lateral


4. Ajeite a gola escondida dentro para que nao fiquei embolado e parecer do lado de fora que você está de fralda, rsrsrs


5. Pronto, a parte de trás fcará assim, retinha e bem acabada


6. Vamos para a parte das mangas, o que fazer com elas?


7. Pegue as mangas e estique para frente e para baixo, cruzando elas (o mais importante aqui é que na parte das axilas da manga não fiquei um “v” fazendo um bico)


8. Dê 2 nós na manga, como se estivesse amarrando um casaco na cintura mesmo


9. E “voilá”! A sua linda saia de camisa está pronta.


10. Para dar um acabamento legal na cintura a minha dica é colocar uma blusinha mais soltinha por dentro e tirar um pouquinho pra fora, para dar o efeito de caidinha por cima, fica lindo!

Gostaram meninas? Espero que tenha explicado de uma forma fácil e que vocês consigam fazer também. É só usar a criatividade e sair bela para passear <3

Ah! Tivemos outra adaptação de camisa em tomara que caia outro dia com a colaboração da Dani Cavalcanti. Se você também inovou no look (não só com camisas, qualquer peça vale) e está super orgulhosa do seu look, manda pra gente: eunaotonavogue@gmail.com ;)

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Inspirações…

Gente, deixa eu compartilhar com vocês meus dois novos vícios: Pinterest e Polyvore! O Polyvore já é super antigo e eu já me cadastrei mil vezes, mas nunca dei muita bola pra ele. Mas com a empolgação que estava por causa do Pinterest resolvi me cadastrar pela terceira (ou quarta) vez. Pronto, viciei nos dois sites. Para quem não conhece, o Pinterest é um agregador/organizador de imagens, um “mural virtual”, você cria os boards com o tema que quiser a vai salvando as imagens ali dentro. Por causa dele vi várias coisas de decoração e até comecei uma mini reforma no meu quarto essa semana! Olha só o que já está pronto:

mini pranchetas na parede para recadinhos ou exibição da minha coleção de cartões postais

sou apaixonada por esse suporte de colocar bolo, que ficou muito mais lindo com as bonecas dentro!

Bom, e o Polyvore é um site em que você pode montar looks e quadros de inspiração, usei muito tempo atrás para fazer um trabalho da faculdade, mas nunca mais tive paciência para ficar brincando nele. Acho que por causa da minha insatisfação com o meu armário eu resolvi ir criar looks com as roupas que eu gostaria de ter… Bueno, olha aí meu look wannabe para o Natal e o outro para o ano novo (não, eu não tenho superstição de passar a virada do ano parecendo mãe de santo):

Gostaram? Se alguém aí também estiver cadastrada nesses sites, me adiciona lá pra gente trocar inspirações:

Pinterest: Beatriz Helena Mischiatti

Polyvore: beamischiatti

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