Eu não tô na Vogue

Posts tagged dica de consultora

1 note &

As etiquetas não mentem

Sabe aquela etiqueta que fica geralmente na costura lateral das roupas? Você por acaso a corta assim que chega em casa? Então, saiba que isso é super errado! Apesar de incômoda, essa etiqueta traz informações preciosas para o consumidor e precisa estar lá, pois faz parte das exigências do Inmetro para produtos têxteis. As etiquetas devem estar em português e conter dados do fabricante ou do importador, CNPJ, país de origem, composição têxtil, símbolos de cuidados com a conservação e indicação de tamanho.

Vamos começar pelas informações da composição. Adquiri a mania de olhar a composição das peças quando fazia faculdade de moda. Tínhamos aula de tecnologia têxtil e eu queria muito identificar os tecidos pelo toque, então eu passava a mão no tecido e tentava adivinhar o que era, para conferir, precisava olhar na etiqueta. Com os anos fui percebendo que olhar a composição da peça é uma maneira muito eficaz de prevenir compras furadas, ou o famoso “comprar gato por lebre”. Recentemente estive na John John Denim e fiquei apaixonada por uma blusa de cashmere. O modelo era perfeito e, quem acompanha o blog sabe, eu acredito que o cashmere é um investimento pra vida, por isso até estava considerando pagar 498 reais em uma simples blusa. Acontece que além de durável e quentinho, o cashmere é macio e aquela blusa estava pinicando só de enconstar! Fui dar uma olhada na etiqueta e voilá:

 

Com o avanço da tecnologia têxtil está cada vez mais difícil diferenciar uma seda de verdade de um poliéster com cara de seda. Acontece que os preços são sempre altos, por isso é preciso ficar atenta à composição de tudo que você for comprar para ter certeza de que o custo-benefício daquela peça vale o investimento.

A composição também interfere na manutenção da roupa. Uma seda deve ser lavada a mão, já o poliéster pode ser lavado na máquina. Aí entramos na segunda parte importante das etiquetas: cuidados para conservação da peça. Apesar de parecer grego para muita gente aqueles pequenos desenhos ajudam muito na hora de lavar, secar e passar suas roupas. Abaixo tem duas tabelas que resumem os processos de lavagem normal e a seco.

Caso tenha dúvidas recorrentes, imprima essas tabelinhas e deixe-as coladas na parede da lavanderia para dar uma espiada de vez em quando! Mas, com o tempo, você se acostuma e decora o que cada símbolo significa. Seguindo direitinho o processo de manutenção você evita o desgaste e grandes estragos. :)

Para quem detesta as etiquetas eu tenho uma sugestão, que ainda não coloquei em prática por pura preguiça, cortar as etiquetas mas guarda-las identificando a que peça ela pertence. Eu imagino um fichário com a foto da peça e a etiqueta correspondente ao lado, ou um versão virtual disso em uma planilha do Excel. O que acontece também é que muitas peças devem ser cuidadas da mesma maneira, então é possível criar “grupos de etiqueta” e adicionar a lista de peças embaixo dos símbolos, que tal? Se alguém fizer, me manda foto pra ver se eu me inspiro? Hehehe…


Fonte:

"Saiba o que significam os símbolos nas etiquetas das roupas", G1

"Entenda os símbolos nas etiquetas de roupas", BBel

"Cartilha orienta lojistas sobre etiquetas", Adcon

Filed under dica de consultora etiqueta legislação inmetro tecido manutenção

0 notes &

Gostou? E daí?

Estive com uma cliente essa semana que apresentou um dos sintomas mais comuns das clientes: medo das cores. Ou melhor, ela ama cores, mas tem medo de errar na hora de combina-las. Esse medo é recorrente e pode ter inúmeras causas. Nesse caso, foi um episódio em que a cliente ouviu duas garotas comentando sobre a “ousada” combinação de verde e amarelo que ela havia feito para trabalhar. Ao ouvir o impasse das duas amigas no elevador, se a combinação estava boa ou não, a cliente presumiu que estava errada e passou a deixar as cores de lado e usar preto para “não errar”.

Essa é a reação quase que universal às críticas: deixar de fazer aquilo que desagrada (os outros). Por que preferimos nos render ao invés de enfrentar a opinião alheia? Obviamente, isso não tem só uma resposta, mas vou contar para vocês a minha hipótese. Temos uma necessidade enorme de fazer parte de um grupo, sentir que somos iguais a alguém, por isso tudo que é diferente assusta. Ser diferente é “estar errado”, ousar uma mistura de cores (ou texturas) talvez desagrade a maioria. É preciso muita coragem para encarar o resto e dizer: “DANE-SE, essa sou EU”.

                      

Pensamos em agradar os outros antes de nós mesmos pois julgamos as pessoas o tempo todo, então, presumimos, que estamos sendo julgados também. Isso é verdade, somos julgados e julgamos as pessoas na maior parte do tempo, só que ter personalidade é mais forte que tudo isso. Fica muito evidente esse nosso esforço de agradar a todos, por isso acabamos todos iguais, sem identidade, simplesmente usando o que “todo mundo” usa.

Pouco tempo atrás, logo após eu ter passado pelo processo da consultoria de imagem, uma colega de trabalho veio me dizer que eu estava muito careta. Segundo ela, eu havia perdido minha espontaneidade e, resumidamente, estava sem graça. Poucos dias depois, uma outra colega veio comentar como eu estava mais bem vestida. Segundo essa segunda pessoa, eu sempre me vesti bem, mas estava muito melhor nos últimos tempos. Meus queridos, eu lhes pergunto, qual das duas estava certa?

Sinceramente? As duas! A primeira, por ter um estilo mais criativo, estava certa ao notar que eu estava ousando menos. Entretanto, a segunda, que tem um estilo mais clássico, certamente se sentia mais à vontade com meus looks menos ousados.  Agora, qual das duas eu deveria agradar? Nenhuma delas. Dificilmente agradarei a todos com o meu estilo, especialmente como consultora de imagem. Lido com clientes muito diferentes e preciso sempre ter em mente que meu estilo não vai agradar a todas. Lógico que devo estar “neutra” o suficiente para deixa-las à vontade para expressarem suas opiniões, mas nem por isso devo deixar de ser eu mesma. Passei tanto tempo pensando como agradar os outros que acabei deixando minhas vontades de lado. O meu ideal é uma pessoa elegante, mas com toques de criatividade. Será que todos notarão essas sutilezas? Não sei, mas eu estou feliz com elas e é isso que importa. 

(De vez em quando preciso me lembrar que não preciso fazer tudo o que os outros estão fazendo)

É exatamente essa a reflexão que eu proponho nesse momento: vocêprecisa agradar aqueles que estão à sua volta ou o seu espelho (tipo, você mesma)? Pode ser uma decisão muito difícil, mas nem sempre você precisa perder.  Lembre-se: estilo próprio e segurança falam muito mais alto do que a necessidade de ser igual ao resto. ;)

Filed under Auto Estima estilo personalidade consciência consultoria de imagem dica de consultora

0 notes &

Como usar: lenço no pescoço

Chega a ser engraçado como algumas frases se repetem quando diz respeito a mulheres e roupas. “Eu não tenho o que vestir”, “Não sei com o que combinar” e “Eu não tenho estilo” são bem comuns, mas cada uma delas mereceria um post completo, por isso, hoje, resolvi abordar mais um desses mistérios: “Acho lindo, mas não sei como usar lenços”. 

Para mim, o lenço é o acessório mais democrático e versátil da estratosfera. Ele pode ser usado na bolsa, no cabelo, na cintura e, obviamente, no pescoço. Selecionei 7 maneiras ultra fáceis e charmosas para ninguém mais dar desculpa de que não sabe como usar! 

O lenço pode ganhar outra cara quando ganha a ajuda desse acessório tão simples: o anel. Esse lenço verde que vocês veem nas primeiras fotos é um quadrado de seda e, nesses dois primeiros casos, está sendo usado dobrado na metade, formando um triângulo. 

1. Colocar o anel em uma das pontas do triângulo.

2. Amarrar as pontas atrás do pescoço.

Pronto: Ajustar a parte da frente do lenço. Eu escondi a ponta para não ficar aparecendo a etiqueta, você pode usar durex para “segurar as pontas”. Tente usar esse estilo “babado” sem o anel, fica lindo também com lenços menores.

1. Agora, vamos inverter o lenço jogando a parte maior para as costas e as pontas para a frente.

2. Basta passar as duas pontas pelo anel e escolher a altura. 

Pronto: Escolha um anel que tenha alguns detalhes, fica parecendo um broche e deixa o visual ainda mais chique.

1. Aqui já não estamos mais trabalhando com o triângulo, você pega só uma ponta do quadrado e passa ao redor do pescoço, deixando- mais curta.

2. Em seguida, você dá um nó e esconde o restinho da ponta embaixo da parte mais longa.

Pronto: Um nó lateral com a ponta longa que cria uma linha vertical e ajuda a fazer o quê, minha gente? Isso mesmo, alongar o seu corpitcho!

1. Esse jeito não requer nenhum acessório a mais, nem muita coordenação motora. Basta dar três nós ao longo do lenço e amarrá-lo na parte de trás do pescoço.

Pronto: Eu sugiro deixar dois nós para um lado e um para o outro, assim fica mais assimétrico e interessante, mas você pode até dar menos nós se quiser.

1. Novamente, lenço quadrado dobrado ao meio formando um triângulo. Coloque o lenço tipo babador.

2. Passe as pontas por trás do pescoço e faça um nó na parte da frente.

Pronto: Você pode deixar o nó aparente ou por baixo da ponta maior, você decide!

1. Colocar o lenço em volta do pescoço.

2. e 3. Dar um nó, esse é o jeito que eu faço, mas qualquer nó serve.

4. Ajustar o nó na altura que você preferir.

1. De novo, colocamos o lenço em volta do pescoço.

2. Dê um nó em uma das pontas.

3. Dê um nó na outra ponta.

Pronto: Mais uma maneira alongadora e boa para o time das “despeitadas” (tipo, eu), pois ele cria volume na região.

Espero que tenham gostado e USEM muitos lenços a partir de agora! Qualquer dúvida, pode perguntar aí nos comentários ou lá na fanpage (vou criar um álbum com modelitos que usam lenço, ok?).

Filed under Como usar Lenço dica de consultora

0 notes &

Coloração pessoal: qual é o seu neutro?

Finalmente o inverno chegou! E com ele, chega também a ausência de cores nas roupas. Deve ter alguma razão psicológica para usarmos mais preto e cinza no frio, mas a minha teoria é que simplesmente é mais fácil. Pensa só, você acorda e não vê o sol brilhando, então, desanimada, vai se vestir e acaba escolhendo preto e cinza só para não destoar da atmosfera acromática. 

Acontece que existe uma maneira muito fácil de substituir o maior neutro de todos os tempos: combinar outros neutros entre si. De acordo com a minha cartela de cores pessoal o meu neutro “ideal” é o verde militar, por isso, praticamente tudo que comprei depois de descobrir isso é desse tom. Então, qual a tática? Combinar uma cor de sua escolha com outros neutros. Semana passada resolvi colocar a blusa mostarda (cor que combina com todos os neutros: cinza, preto, branco, bege…) com o cardigan verde militar e uma calça azul marinho. Para completar o time dos neutros, o trench coat e a sapatilha em tons de bege. O visual fica colorido, mas sem exageros.  

 

A coloração pessoal pode dar muitas ideias ao te mostrar outros neutros além daqueles que já gostamos tanto e você pode, assim como eu, escolher qual é o seu neutro. Para descobrir a sua cartela de cores é preciso fazer um breve teste que definirá se sua pele é mais “quente” ou “fria” e, depois, se você é “primavera”, “verão”, “outono” ou “inverno”. Esse teste pode ser feito por consultoras de imagem ou cabeleireiros visagistas. Ele já está incluído na consultoria completa, mas pode ser feito separadamente, inclusive em grupos de amigas (o que é bem legal, pois é bacana perceber como as cores influenciam cada uma de um jeito diferente).  Caso você tenha interesse em descobrir a sua “estação”, pode entrar em contato comigo pelo e-mail: be.mischiatti@gmail.com, ou pelo telefone: 7656-9434 para ter mais informações. ;)

Filed under neutro cor coloração pessoal dica de consultora

0 notes &

Possibilidades

Yep, ontem foi dia dos namorados e eu, que possuo um, passei só! O namorado resolveu aproveitar a ida profissional a Cannes para tirar férias, então, nada de Dia dos Namorados para moá! Sendo assim, comemoramos uns dias antes, mais precisamente quarta feira passada, com um jantar ótemo!

Enquanto esperava o amore mio vir me buscar, tirei fotos do look no hall de entrada do prédio mesmo. Queria muito mostrar, pois estava com o mesmo vestido que usei em uma festa de 15 anos outro dia (em um look mais arrumadinho). Acho legal essa possibilidade de usar a mesma peça em ocasiões totalmente distintas, essa deveria ser a regra básica para comprar coisas novas: de quantas maneiras diferentes você consegue usa-la?

Aliás, estou lendo um livro incrível, “You are what you wear – what your clothes reveal about you” (em tradução literal: Você é o que você veste – o que suas roupas revelam sobre você), e a autora, que é uma psicóloga que trabalha como consultora de imagem, criou uma regrinha para comprar “melhor”. Ela define 4 áreas: formal, noite, trabalho e final de semana, e, quando vai às compras, uma peça nova deve ser versátil o suficiente para ser usada nas 4. Eu, pessoalmente, acho um pouco difícil adequar a maioria das coisas na área “formal”, mas a dica é bem boa para nos fazer pensar melhor na hora de comprar e controlar os impulsos.

Voltando ao look, para deixa-lo mais casual eu desci do salto,  coloquei um cinto mais pesado e simples, um cardigan preto e o meu novo queridinho: o casaco de pelo (apelidado carinhosamente de cachorrão pela minha mãe). Adorei, pois estou in love também com esse vestido! Um achado na Macy’s: último da sua espécie, em promoção e super dentro da minha cartela de cores. 

             

Vestido BCBG Generation

Cardigan Uniqlo

Cachorrão Casaco Zara

Cinto Macy’s

Bota Schutz

Bolsa Longchamp

E aí, gostaram?

Filed under vestido casaco cardigan bota possibilidades dica de consultora compras

2 notes &

Diferente como você

Alguns anos atrás (não me acostumo a dizer isso, pra mim parece que foi tudo ontem), meu namorado me deu um livro infantil muito fofo chamado “Diferente como Chanel”. Eu AMEI, pois sou completamente apaixonada pela Chanel. Mas, calma, não amo (só) as bolsas e roupas, quem eu amo mesmo é a Mademoiselle. Para mim, Gabrielle Coco Chanel é a mulher mais incrível que já existiu na face dessa terra por ser ousada, determinada, inteligente e inovadora. Uma vez fiz uma apresentação sobre ela na faculdade e acabei descobrindo que até o bronzeado foi ela quem popularizou (na época o chique mesmo era ir pra praia e ficar branquela).

Lembrei desse livro em uma das minhas “noites pensantes” (por que insônia é ruim, mas pensar não) e resolvi dar uma olhadinha nele. Como é um livro infantil terminei em 10 minutos, mas estou há uns dois dias pensando incessantemente no seu conteúdo. Livros infantis geralmente mostram situações vividas por todos nós, mas de uma maneira mais leve, por isso podem ser excelentes pontos de partida para refletirmos sobre algumas coisas que esquecemos de vez em quando. E ser diferente é uma delas. Durante nossa adolescência passamos a receber muitas influências externas, além das da nossa família. São amigos, inimigos, tv, ídolos, professores, etc. Acontece que é um momento em que a única coisa que nos interessa é ser igual a alguém, pois isso está na natureza do ser humano, precisamos ter essa sensação de pertencimento, fazer parte de um grupo é fundamental e o jeito mais fácil de identificar grupos é pelo que vestem e como se comportam. O problema é que com o passar dos anos nós começamos a desejar exatamente o oposto disso, e ser diferente torna-se muito mais importante.

Acontece que, depois de tanto tempo sendo outra coisa, fica difícil saber de fato o que é você e o que é dos outros. Por exemplo, eu sempre fui fresca e, com 15 anos, eu tinha o cabelo super comprido e loiro e usava roupas predominantemente da cor rosa, justas, com brincos gigantes e saltos mais ainda. Com 16, eu fui fazer intercâmbio na Austrália e esse visual era insustentável, então eu fui forçada a me adaptar. No final dos seis meses de viagem eu e uma das minhas amigas de lá decidimos que ao voltar para o Brasil nós não queríamos mais ser iguais a todo mundo, nó queríamos ser diferentes, ter nosso próprio estilo, por isso não seríamos mais influenciadas pela opinião alheia. Profundo, né? Porém difícil. Já faz quase dez anos, e só agora que eu entendi que esse nosso objetivo é impossível.

Beatriz Helena, você está louca? Você é consultora de imagem, defende a busca pelo próprio estilo e está dizendo que isso é impossível? Yep, hoje eu acredito que seja absolutamente impossível não receber nenhum tipo de influência externa para compor nosso estilo.

Entretanto, isso não significa que você tenha que ser igual às pessoas. É possível ser influenciado, ou melhor, buscar inspiração nos outros, e adaptar isso ao seu jeito. Aliás, isso sim é estilo: saber qual é a sua maneira de usar as coisas. Era isso que Coco Chanel fazia. Para citar um exemplo, ela viu os marinheiros usando a camiseta listrada e a adaptou para as mulheres, que a usam até hoje. Ela era pobre quando menina, mas nem por isso deixou as damas da sociedade passarem por cima dela, muito pelo contrário, tornou-se muito maior do que todas elas juntas. Isso é chique, isso é elegante, ser você mesma. Tudo bem querer aquele casaco que foi desfilado na última fashion week, mas não se esqueça de dar o seu toque pessoal. E para dar seu toque é preciso se conhecer e se sentir bem consigo mesma. É importante ouvir o que os outros dizem, isso ajuda no processo de autoconhecimento, mas não precisa levar tudo tão a sério! O importante é sempre ser fiel aos seus gostos, porque mulher segura de si é a coisa mais linda que existe! Esse é um exercício constante, mas que vale a pena. ;)

Filed under livro chanel Auto Estima sociedade dica de consultora inspiração

0 notes &

Como usar: lenço + bolsa

Não é novidade nenhuma minha paixão por lenços… Um tempão atrás até defini que os lenços seriam meu signature look, por isso vivo em busca de novas maneiras de usa-los. Além das amarrações diferentes, eles podem ser inseridos em outros pontos do look, como na bolsa. A seguir estão os jeitos que eu mais uso, ou ainda vou usar!

Lenço na alça I

Provavelmente a maneira mais fácil, rápida e versátil de usar um lenço na bolsa é dando um nó simples na alça. Não importa o tamanho do lenço, nem da bolsa, totalmente democrático! Isso é um jeito ótimo para mudar a cara daquela bolsa que você sempre usa, ou para começar a brincar com cores e texturas sem se arriscar muito.

Lenço na alça II

Outra maneira que fica super chique é enrolar o lenço na alça da bolsa. Vi isso em algum site de streetstyle e era uma bolsa Kelly da Hermès, que tem a alça mais curta. Como estou bem longe de ter uma Kelly, adaptei o uso à essa Longchamp, que é minha bolsa mais básica e que também tem alça curta. Esse lenço precisa ser grande para você conseguir enrolar na alça toda, eu uso esse que é um quadrado de seda de uns 50x50cm, por que daí dá para arrematar com um nó e e deixar as pontas penduradas.

Lenço como alça I

Essa é uma das bolsas mais fofas que eu tenho, mas, por ter sido comprada em um brechó em Paris (gente, quando eu tinha uns 15 anos era meu sonho falar isso!), ela veio sem alça. Apesar de ser bonitinho segura-la pela alça curta, é pouco prático, então eu resolvi dar uma alça mais do que charmosa para ela: um lenço! Nesse caso, o lenço tem que ser tipo echarpe (aquele retângulo beeem longo e mais estreito) para dar o comprimento e não ficar com muito excesso de tecido em nenhum pedaço. É só dar um nó nas pontas e deixa-lo na parte de dentro da bolsa, embaixo da aba de abertura. (Ao abrir a bolsa segure-a pela parte debaixo, pois se o lenço estiver pendurado no seu ombro ela pode cair!)

Esse jeito também funciona para carteiras, quando você está com preguiça de ficar segurando-as…

Lenço como alça II

Comprei essa bolsinha fofa ano passado, na feirinha da Pompeia. Ela é daquelas que você muda a alça, sabe? Que tem uma mais curta e uma mais longa, por isso já vem com umas alcinhas dentro, o que só facilitou minha vida! É só pegar um lenço pequeno (esse é um quadrado de 10x10cm) e dar um nozinho na própria alcinha interna dela. Além de alça, o lenço ainda faz as vezes de pulseira quando está no pulso! 

Lenço como detalhe

Um dos jeitos mais charmosos de usar, na minha opinião, é amarrar o lenço em volta de uma clutch! Ele pode se tornar pouco prático na hora de abrir a bolsa, mas agrega tanto estilo ao look que a gente até esquece dessa parte… (tem gente que anda com sapato um número menor, o que é um lencinho no meio do zíper, né?) Qualquer lenço pode ser usado, depende do seu gosto, se quiser deixar mais pontas, use um lenço maior, mas se quiser deixar só o nozinho, um lenço menor também serve!

Filed under bolsa lenço como usar dica de consultora

0 notes &

Festa junina inspired

Não tem jeito, camisa xadrez combinada com bota, para mim, é sinônimo de festa junina! Mesmo assim, essa é a roupa de hoje! Essa camisa estava encostada há meses no meu armário e hoje eu resolvi que tinha que usa-la de qualquer jeito. Para ajudar a deixa-la menos xadrez a solução foi a sobreposição.

Vi a Kelly do The Glamourai usando uma sobreposição de tricô curto com camisa mais comprida e fiquei apaixonada! Achei que só funcionava nela por ela ser super magrinha, mas, aproveitando dia de quebra de preconceitos, resolvi tentar. Acabei gostando do resultado, apesar de saber dos “problemas visuais” que essa roupa provoca na minha silhueta (e que eu não vou contar, mas é fácil vai gente, exercitem o olhar! hahaha). Mas eu acho isso super interessante, pois sei exatamente o que acontece, mas assumo esse risco, pois é assim que eu me sinto bem hoje. Acho que essa consciência nos dá liberdade de tentar, arriscar e, algumas vezes, acertar no look. Por isso que eu odeio aquela pegada “Esquadrão da moda”: você NUNCA pode usar isso, ou você SÓ PODE usar isso, por que isso não é real! Desde que você saiba o que está fazendo, tudo bem! E outra, como diz a Fê da Oficina de Estilo: “é só roupa, ninguém vai morrer se você ‘errar’ no look!”

Ai, não posso deixar de falar da minha bota linda-nova-bapho! Segundo o namorado, ela é de festa junina, mas tem tachinhas. Enfim, geralmente eu odeio usar bota com calça, mas como ela tem o bico fino dá uma alongada e parece até que eu tô usando salto!  

Camisa Gap

Tricô Forever 21

Jeans Gap

Colar Todo Moda (Buenos Aires)

Óculos Urban Outfitters

Bota Schutz

Ah! Esse final de semana tenho uma festa de 15 anos, daí semana que vem vou fazer um post com o look do casamento na praia da semana passada e o dessa festa! ;)

Filed under jeans bota camisa tricô festa junina consciência dica de consultora auto estima

1 note &

Alongue-se!

O look de “hoje” é na verdade de quinta feira passada, dia que fui ao Bride Style (assunto do próximo post!). Ele, na verdade, foi pensado com um macacão + salto, mas, como ia sair de casa de manhã e voltar sabe-se-lá que horas, adaptei-o às andanças do dia. Essa roupa ficou muito interessante pois agrega diversos efeitos alongadores, como as listras verticais, cintura alta e a terceira peça, mas vamos explica-los um por um.

 

Começamos com a base, pode ser? Como eu disse, eu havia pensado em usar essa roupa com um macacão preto justamente para que quando eu colocasse a blusa curta ele ficasse com efeito de calça de cintura alta, o que faz as pernas parecerem mais longas. Acontece que meu macacão está muito comprido, e eu realmente precisava de uma sapatilha nesse dia, então, adaptemos! Coloquei a calça e a regatinha pretas, para que não tivesse muito contraste, e elas serviram muito bem de base-efeito-cintura-alta para a blusinha curta.

Explicado isso, vamos à blusinha curta. Ela já havia aparecido por aqui sendo usada com a saia de cintura alta, mas eu realmente queria experimenta-la com calças, e gostei bastante do resultado. Mas, além de ser curtinha e ajudar a alongar as pernitchas, ela tem as listras verticais. Essas família de listras é a melhor amiga das baixinhas e de quem quer disfarçar as regiões que são mais pesadas visualmente (pode ser o quadril, braços, pernas, ou qualquer outra parte que você sente que é a mais larga no seu corpo). Como a minha região de peso visual é o quadril eu geralmente uso listras horizontais na parte de cima para equilibrar, mas, a intenção do dia não era equilibrar, e sim alongar, por isso: listras verticais em dobro! Como tenho tido muita vontade de misturar estampas, eu resolvi complementar a blusinha com um blazer que tem um listrado mais leve, e eis que temos nosso próximo efeito alongador: a terceira peça.

Acho que um dos motivos de eu amar tanto o frio é a possibilidade de usar a terceira peça sem medo de ser feliz! Blazers, cardigans e casacos em geral, quando usados abertos, formam uma linha vertical no centro do corpo, o que emagrece e alonga. Nesse caso, o blazer com listras verticais é a peça mais perfeita do mundo! Ah, listras verticais também expressam força e frieza (ideal para dias em que é preciso estar poderosa, tipo reunião com cliente/chefe chato), mas reparem que o final arredondado do blazer lhe dá uma leveza em meio à tantas listras…

Para fechar, minha bolsa amarela, só porque de vez em quando eu cismo que amarelo (ou laranja) combina com tudo! ;)

 

Blusa Forever 21

Regata H&M

Blazer Zara Kids

Calça Levi’s

Sapatilha Urban Outfitters

Óculos Vera Wang

Bolsa H&M

Filed under dica de consultora alongar listras terceira peça blazer Calça preta óculos

0 notes &

Delicado, pero no mucho

Trabalhar em casa pode ser muito bom, mas também pode não ser! Como assim? Assim ó: precisa ser muito disciplinada (coisa que eu nunca fui muito, mas já estou reprogramando minha mente rs) e, principalmente, precisa ter um espaço tranquilo e sem muitas interferências (coisa que morando em uma casa com mais 2 mulheres, uma cachorra e o bebê de 2 meses da moça que trabalha aqui não fica muito fácil de ter)! Mas, uma dica que eu sempre vi em diversos sites e programas de tv é: vista-se como se fosse para o escritório, pois isso já muda o seu ânimo. E, bem, é isso que tenho feito nos últimos dias (ou pelo menos na maioria deles).

Estava doida para usar esse cardigan que comprei na Buffalo Exchange, mas SP não estava colaborando até semana passada… Enfim, já estava imaginando um outfit todo básico e sério pra ele, com alguma blusa lisa por baixo, até que cismei que ele precisava de uma estampa para contrastar com as correntinhas e com a cor super neutra. Estampas realmente não vivem no meu guarda roupa (estamos trabalhando para mudar essa situação), mas eis que me deparo com essa camisa florida, toda em tons neutros também! Adorei! Acho que as flores deram uma leveza para as correntes, mas ao mesmo tempo o peso necessário de uma estampa. Ou seja: ficou delicado, mas sem muita fofura. Ah, como o dia também incluiu uma tarde brincando de Hulk com o irmão de 3 anos nada de acessórios para não machucar ninguém (by the way, essa é a parte boa de trabalhar em casa!).

 

Aliás, vocês conseguem ver que o cardigan não tem a ponta em linhas retas, mas sim em uma linha arredondada? Pois bem, esse acabamento suaviza a peça, que já é super “dura” pelas correntes e ombreiras.

Aprendi lá em NY que isso é um ajuste simples e que pode transformar qualquer blazer ou casaqueto em algo mais delicado e feminino (olha o exemplo na foto seguinte)! Legal, né?

Cardigan H&M (comprado na Buffalo Exchange)

Camisa Têca

Jeans Gap

Rasteira Arezzo

Filed under cardigan corrente dica de consultora estampa floral jeans neutro camisa jeans