Eu não tô na Vogue

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Vintage Williamsburg

Já estou de volta ao Brasil, mas ainda tenho muuuuito para contar da viagem. Portanto, nas próximas semanas o assunto ainda é New York, New York.

Não sei se cheguei a comentar em outro post, mas eu não fiquei hospedada em Manhattan por uma que$tão bá$ica: $$$. Procurei muito, mas não consegui encontrar nada que coubesse no meu budget. Como minha prima estava morando (e amando) no Brooklyn decidi dar uma procurada por ali, e acabei em um apê muito bem localizado em Williamsburg, o pedaço mais hypado da região. Estava super preocupada por estar muito longe de onde seria o meu curso, mas tinha 4 linhas de metrô por perto, o que facilitava muito meu acesso a Manhattan. No final das contas, acho que foi a melhor coisa que eu fiz! Adorei a região, que é cheia de bares, restaurantes, cafés fofura e… brechós!

Se você torceu o nariz, pode destorcer, pois os brechós de lá são beeem diferentes. Uma amiga do curso que é viciada em coisas vintage me arrastou para um dia de compras pelo bairro. A seguir, o nosso roteiro.

Vamos começar pelo astro da região: Beacon’s closet


Esse lugar é uma loucura! A loja de Williamsburg fica em um galpão enorme e é lotada de araras circulares, em que as peças são separadas por cor ou, em alguns casos, por tipo (como no caso das jaquetas de couro e calças). Os sapatos ficam em cima dessas araras (o que não facilitou muito a minha busca, devo admitir) e as bolsas, lenços e chapéus ficam em uma seção só deles. Devo ter ficado ao menos umas 2 horas lá e não vi nem metade das coisas. Mesmo assim, consegui arrematar algumas coisas bem bacanas. Comprei um peep toe cinza por U$17,50, uma malha de cashmere da theory. (que eu acho que ainda não é muito conhecida no Brasil, mas, trust me, é foda) por U$21,95 e o óculos tipo gatinho (que já apareceu aqui) por U$12,50. 

Não comprei mais coisas por aquele problema clássico de brechós: não tem opção de tamanho! Ou serve, ou não serve e ponto final. Mas devo admitir que até cogitei comprar algumas coisas para mandar ajustar (ou emagrecer) depois de tão incríveis que eram… 

Saindo de lá, seguimos para a Amarcord Vintage. 

A loja é isso aí da foto! Tem uma outra arara igual a essa do lado oposto e só! Foi até um alívio depois do excesso de informação que foi a Beacon’s. Mas, apesar de ter peças legais, aqui o problema do tamanho não me permitiu nem experimentar as coisas, era tudo minúsculo. A Amarcord é também um pouco mais cara, com peças de U$ 120, U$200, U$500… Por ter menos coisa é preciso dar mais sorte, mas vale a visita. Acabei comprando um broche dourado pela metade do preço, acho que foi U$8,75.

Para encerrar o dia fomos à Buffalo Exchange.

A Buffalo tem uma pegada diferente das anteriores, pois eles trabalham com “recycled fashion”. Oi?!

É assim, você comprou aquela blusa linda, mas nunca usou e não quer simplesmente doa-la, então você a leva até a Buffalo e eles ficam com ela. Daí você pode escolher, ou recebe uma porcentagem do valor que eles estipularam para a venda, ou desconto nas suas compras (tivemos algo inspirado nisso aqui em SP, mas, que eu sabia, não deu muito certo). Existem lojas pelos EUA inteiro, só dar uma olhada no site dos caras.

Como a loja já estava fechando tive que ser muito rápida. Comprei uma regata básica preta por U$12, uma blusa de seda da Ann Taylor por U$18 e esse cardigã da foto (ainda com etiqueta!):

 Gostei bastante da variedade de peças, mas tive dilemas existenciais gravíssimos por conta do barulho dos cabides de metal sendo arrastados nas araras, também de metal. Me perturbou num grau que eu só queria sair correndo dali! Hahaha…

Enfim, espero que tenham gostado e recomendo super uma ida ao Brooklyn para quem estiver de viagem marcada para NY. E, se você continua torcendo o nariz para os brechós, aguarde o próximo post, que será sobre as lojas bacanas do SoHo e de Chelsea.

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  1. eunaotonavogue posted this