
September 2012
1 post
July 2012
4 posts
Sabe aquela etiqueta que fica geralmente na costura lateral das roupas? Você por acaso a corta assim que chega em casa? Então, saiba que isso é super errado! Apesar de incômoda, essa etiqueta traz informações preciosas para o consumidor e precisa estar lá, pois faz parte das exigências do Inmetro para produtos têxteis. As etiquetas devem estar em português e conter dados do fabricante ou do importador, CNPJ, país de origem, composição têxtil, símbolos de cuidados com a conservação e indicação de tamanho.
Vamos começar pelas informações da composição. Adquiri a mania de olhar a composição das peças quando fazia faculdade de moda. Tínhamos aula de tecnologia têxtil e eu queria muito identificar os tecidos pelo toque, então eu passava a mão no tecido e tentava adivinhar o que era, para conferir, precisava olhar na etiqueta. Com os anos fui percebendo que olhar a composição da peça é uma maneira muito eficaz de prevenir compras furadas, ou o famoso “comprar gato por lebre”. Recentemente estive na John John Denim e fiquei apaixonada por uma blusa de cashmere. O modelo era perfeito e, quem acompanha o blog sabe, eu acredito que o cashmere é um investimento pra vida, por isso até estava considerando pagar 498 reais em uma simples blusa. Acontece que além de durável e quentinho, o cashmere é macio e aquela blusa estava pinicando só de enconstar! Fui dar uma olhada na etiqueta e voilá:

Com o avanço da tecnologia têxtil está cada vez mais difícil diferenciar uma seda de verdade de um poliéster com cara de seda. Acontece que os preços são sempre altos, por isso é preciso ficar atenta à composição de tudo que você for comprar para ter certeza de que o custo-benefício daquela peça vale o investimento.
A composição também interfere na manutenção da roupa. Uma seda deve ser lavada a mão, já o poliéster pode ser lavado na máquina. Aí entramos na segunda parte importante das etiquetas: cuidados para conservação da peça. Apesar de parecer grego para muita gente aqueles pequenos desenhos ajudam muito na hora de lavar, secar e passar suas roupas. Abaixo tem duas tabelas que resumem os processos de lavagem normal e a seco.


Caso tenha dúvidas recorrentes, imprima essas tabelinhas e deixe-as coladas na parede da lavanderia para dar uma espiada de vez em quando! Mas, com o tempo, você se acostuma e decora o que cada símbolo significa. Seguindo direitinho o processo de manutenção você evita o desgaste e grandes estragos. :)
Para quem detesta as etiquetas eu tenho uma sugestão, que ainda não coloquei em prática por pura preguiça, cortar as etiquetas mas guarda-las identificando a que peça ela pertence. Eu imagino um fichário com a foto da peça e a etiqueta correspondente ao lado, ou um versão virtual disso em uma planilha do Excel. O que acontece também é que muitas peças devem ser cuidadas da mesma maneira, então é possível criar “grupos de etiqueta” e adicionar a lista de peças embaixo dos símbolos, que tal? Se alguém fizer, me manda foto pra ver se eu me inspiro? Hehehe…
Fonte:
“Saiba o que significam os símbolos nas etiquetas das roupas”, G1
Raramente eu coloco looks de balada por aqui, né? Acontece que eu sou uma perfeita velha, que prefere mil vezes receber os amigos no conforto da minha residência do que sair para ouvir música alta. Mas, eventualmente eu e o namorado temos algum evento… Sábado íamos a um festival de bandas no Cine Joia, só que eu ia sair de casa às duas da tarde para ir a um bazar na casa de uma amiga e depois iria direto para lá. Então, do que precisamos? De uma roupa que dure o dia todo e seja arrumadinha pra balada. Apliquei meu truque favorito: vestido que vira saia. Coloquei uma blusa de manga comprida por cima, dei um nó básico para encurta-la e misturei uns colares. O truque do vestido também ajuda a alongar, já que da cintura pra baixo está tudo preto e sem contrastes. Para acompanhar a temperatura, o cachorrão e para esconder a cara de resfriado, óculos escuro (que obviamente ficou na bolsa no momento da balada).


Vestido Le Lis Blanc
Camiseta Zara
Casaco Zara
Bota Schutz
Colares não lembro!
Óculos Urban Outfitters
——————————
Queria aproveitar o post para dizer que o blog está passando por umas reformulações e, na verdade, minha rotina está passando por muitas mudanças, por isso muitas vezes acabo levando muito tempo para publicar alguma coisa por aqui. Mas com o novo layout, que está sendo produzido, virá também uma agenda de posts! Em breve eu conto mais coisas, mas por enquanto eu só queria agradecer quem visita esse espaço e pedir um pouquinho de compreensão pela eventual ausência de posts.
:)
Estive com uma cliente essa semana que apresentou um dos sintomas mais comuns das clientes: medo das cores. Ou melhor, ela ama cores, mas tem medo de errar na hora de combina-las. Esse medo é recorrente e pode ter inúmeras causas. Nesse caso, foi um episódio em que a cliente ouviu duas garotas comentando sobre a “ousada” combinação de verde e amarelo que ela havia feito para trabalhar. Ao ouvir o impasse das duas amigas no elevador, se a combinação estava boa ou não, a cliente presumiu que estava errada e passou a deixar as cores de lado e usar preto para “não errar”.
Essa é a reação quase que universal às críticas: deixar de fazer aquilo que desagrada (os outros). Por que preferimos nos render ao invés de enfrentar a opinião alheia? Obviamente, isso não tem só uma resposta, mas vou contar para vocês a minha hipótese. Temos uma necessidade enorme de fazer parte de um grupo, sentir que somos iguais a alguém, por isso tudo que é diferente assusta. Ser diferente é “estar errado”, ousar uma mistura de cores (ou texturas) talvez desagrade a maioria. É preciso muita coragem para encarar o resto e dizer: “DANE-SE, essa sou EU”.

Pensamos em agradar os outros antes de nós mesmos pois julgamos as pessoas o tempo todo, então, presumimos, que estamos sendo julgados também. Isso é verdade, somos julgados e julgamos as pessoas na maior parte do tempo, só que ter personalidade é mais forte que tudo isso. Fica muito evidente esse nosso esforço de agradar a todos, por isso acabamos todos iguais, sem identidade, simplesmente usando o que “todo mundo” usa.
Pouco tempo atrás, logo após eu ter passado pelo processo da consultoria de imagem, uma colega de trabalho veio me dizer que eu estava muito careta. Segundo ela, eu havia perdido minha espontaneidade e, resumidamente, estava sem graça. Poucos dias depois, uma outra colega veio comentar como eu estava mais bem vestida. Segundo essa segunda pessoa, eu sempre me vesti bem, mas estava muito melhor nos últimos tempos. Meus queridos, eu lhes pergunto, qual das duas estava certa?
Sinceramente? As duas! A primeira, por ter um estilo mais criativo, estava certa ao notar que eu estava ousando menos. Entretanto, a segunda, que tem um estilo mais clássico, certamente se sentia mais à vontade com meus looks menos ousados. Agora, qual das duas eu deveria agradar? Nenhuma delas. Dificilmente agradarei a todos com o meu estilo, especialmente como consultora de imagem. Lido com clientes muito diferentes e preciso sempre ter em mente que meu estilo não vai agradar a todas. Lógico que devo estar “neutra” o suficiente para deixa-las à vontade para expressarem suas opiniões, mas nem por isso devo deixar de ser eu mesma. Passei tanto tempo pensando como agradar os outros que acabei deixando minhas vontades de lado. O meu ideal é uma pessoa elegante, mas com toques de criatividade. Será que todos notarão essas sutilezas? Não sei, mas eu estou feliz com elas e é isso que importa.

(De vez em quando preciso me lembrar que não preciso fazer tudo o que os outros estão fazendo)
É exatamente essa a reflexão que eu proponho nesse momento: vocêprecisa agradar aqueles que estão à sua volta ou o seu espelho (tipo, você mesma)? Pode ser uma decisão muito difícil, mas nem sempre você precisa perder. Lembre-se: estilo próprio e segurança falam muito mais alto do que a necessidade de ser igual ao resto. ;)
Dentro de instantes vou sair de casa para ir buscar o namorado no aeroporto depois de quase um mês de viagem. Como se arrumar para o evento em um dia que você acorda super de tpm e com dor de cabeça? Simples, junte as peças mais básicas do mundo e voilá!
Jeans (eu prefiro aquele mais escuro para dar menos contraste, mas ele está tomando banho, fazer o quê, né…), camiseta branca e blazer preto. Sério, se você não tem alguma dessas três peças no seu guarda roupa corra imediatamente para o shopping, pois elas são indispensáveis.

Já que estava tudo super básico, coloquei um colarzão de pérolas, que pode não ser básico, mas é um clássico que vai do trabalho à festa sem nenhum drama.

Obviamente eu já estou ficando atrasada, então me despeço por aqui e volto amanhã ou depois com novidades! :)
June 2012
6 posts
Chega a ser engraçado como algumas frases se repetem quando diz respeito a mulheres e roupas. “Eu não tenho o que vestir”, “Não sei com o que combinar” e “Eu não tenho estilo” são bem comuns, mas cada uma delas mereceria um post completo, por isso, hoje, resolvi abordar mais um desses mistérios: “Acho lindo, mas não sei como usar lenços”.
Para mim, o lenço é o acessório mais democrático e versátil da estratosfera. Ele pode ser usado na bolsa, no cabelo, na cintura e, obviamente, no pescoço. Selecionei 7 maneiras ultra fáceis e charmosas para ninguém mais dar desculpa de que não sabe como usar!
O lenço pode ganhar outra cara quando ganha a ajuda desse acessório tão simples: o anel. Esse lenço verde que vocês veem nas primeiras fotos é um quadrado de seda e, nesses dois primeiros casos, está sendo usado dobrado na metade, formando um triângulo.

1. Colocar o anel em uma das pontas do triângulo.
2. Amarrar as pontas atrás do pescoço.
Pronto: Ajustar a parte da frente do lenço. Eu escondi a ponta para não ficar aparecendo a etiqueta, você pode usar durex para “segurar as pontas”. Tente usar esse estilo “babado” sem o anel, fica lindo também com lenços menores.

1. Agora, vamos inverter o lenço jogando a parte maior para as costas e as pontas para a frente.
2. Basta passar as duas pontas pelo anel e escolher a altura.
Pronto: Escolha um anel que tenha alguns detalhes, fica parecendo um broche e deixa o visual ainda mais chique.

1. Aqui já não estamos mais trabalhando com o triângulo, você pega só uma ponta do quadrado e passa ao redor do pescoço, deixando- mais curta.
2. Em seguida, você dá um nó e esconde o restinho da ponta embaixo da parte mais longa.
Pronto: Um nó lateral com a ponta longa que cria uma linha vertical e ajuda a fazer o quê, minha gente? Isso mesmo, alongar o seu corpitcho!

1. Esse jeito não requer nenhum acessório a mais, nem muita coordenação motora. Basta dar três nós ao longo do lenço e amarrá-lo na parte de trás do pescoço.
Pronto: Eu sugiro deixar dois nós para um lado e um para o outro, assim fica mais assimétrico e interessante, mas você pode até dar menos nós se quiser.

1. Novamente, lenço quadrado dobrado ao meio formando um triângulo. Coloque o lenço tipo babador.
2. Passe as pontas por trás do pescoço e faça um nó na parte da frente.
Pronto: Você pode deixar o nó aparente ou por baixo da ponta maior, você decide!

1. Colocar o lenço em volta do pescoço.
2. e 3. Dar um nó, esse é o jeito que eu faço, mas qualquer nó serve.
4. Ajustar o nó na altura que você preferir.


1. De novo, colocamos o lenço em volta do pescoço.
2. Dê um nó em uma das pontas.
3. Dê um nó na outra ponta.
Pronto: Mais uma maneira alongadora e boa para o time das “despeitadas” (tipo, eu), pois ele cria volume na região.
Espero que tenham gostado e USEM muitos lenços a partir de agora! Qualquer dúvida, pode perguntar aí nos comentários ou lá na fanpage (vou criar um álbum com modelitos que usam lenço, ok?).
Finalmente o inverno chegou! E com ele, chega também a ausência de cores nas roupas. Deve ter alguma razão psicológica para usarmos mais preto e cinza no frio, mas a minha teoria é que simplesmente é mais fácil. Pensa só, você acorda e não vê o sol brilhando, então, desanimada, vai se vestir e acaba escolhendo preto e cinza só para não destoar da atmosfera acromática.
Acontece que existe uma maneira muito fácil de substituir o maior neutro de todos os tempos: combinar outros neutros entre si. De acordo com a minha cartela de cores pessoal o meu neutro “ideal” é o verde militar, por isso, praticamente tudo que comprei depois de descobrir isso é desse tom. Então, qual a tática? Combinar uma cor de sua escolha com outros neutros. Semana passada resolvi colocar a blusa mostarda (cor que combina com todos os neutros: cinza, preto, branco, bege…) com o cardigan verde militar e uma calça azul marinho. Para completar o time dos neutros, o trench coat e a sapatilha em tons de bege. O visual fica colorido, mas sem exageros.


A coloração pessoal pode dar muitas ideias ao te mostrar outros neutros além daqueles que já gostamos tanto e você pode, assim como eu, escolher qual é o seu neutro. Para descobrir a sua cartela de cores é preciso fazer um breve teste que definirá se sua pele é mais “quente” ou “fria” e, depois, se você é “primavera”, “verão”, “outono” ou “inverno”. Esse teste pode ser feito por consultoras de imagem ou cabeleireiros visagistas. Ele já está incluído na consultoria completa, mas pode ser feito separadamente, inclusive em grupos de amigas (o que é bem legal, pois é bacana perceber como as cores influenciam cada uma de um jeito diferente). Caso você tenha interesse em descobrir a sua “estação”, pode entrar em contato comigo pelo e-mail: be.mischiatti@gmail.com, ou pelo telefone: 7656-9434 para ter mais informações. ;)
“O brega é hype”
Há tempos venho dizendo isso para as pessoas ao meu redor, pois, metida a antropóloga que sou, já vinha notando isso nos meus amigos mais “hypados” (ou antenados, para quem preferir). Moletons cafonas dos anos 90 são objeto de adoração, assim como as jarras de plástico em formato de abacaxi (que chegam a custar 35 reais no shopping e 5 na 25 de março) e a nova diva musical, a mais brega de todas: Gaby Amarantos, que é a personificação da palavra exagero.

(Gaby Amarantos)
Antes que você, pessoa hypada, comece a me xingar, entenda que eu não estou criticando de maneira alguma esse movimento. Muito pelo contrário, eu acho interessantíssimo! Estou viciada na novela Cheias de Charme e fiquei apaixonada pela Gaby Amarantos depois de ter lido e ouvido as entrevistas dela para a revista TPM e Trip FM respectivamente. A Gaby representa tão bem esse movimento por ser atrevida, batalhadora, de bem consigo mesma e, acima de tudo, muito inteligente. Pra mim, ela é a cara do povo brasileiro, que também está sendo muito bem representado pelas empreguetes da novela das 7. Até outro dia eu ficava me perguntando o porque do figurino delas ser tão colorido, justo, estampado e etc, até que eu percebi que o figurino delas representa, sei lá, 90% da população brasileira?! Essa é a cara do Brasil: o exagero, as cores, a alegria, a garra.

Nós, que somos 1% da população, nos achamos no direito de julgar o que está “na moda” ou não, o que é “certo” ou “errado”, mas esquecemos de olhar (e aprender) com a maioria. Na maior parte do tempo nós esquecemos de aprender com os outros e nos lembramos apenas de julgar: ou eu gosto ou não gosto e ponto final. Agora, queridas “apaixonadas por moda desde sempre”, gostar de Chanel é fácil. Vai tentar entender o que está por trás do sucesso da Planet Girls. Achar a Olivia Palermo elegante beira o ridículo de tão óbvio. Por que não tentar desvendar o sucesso das roupas espalhafatosas da Joelma?

(Olivia Palermo / Joelma, Banda Calypso)
Eu posso não gostar de vestir aquilo, mas se tem tanta gente que gosta que tal tentarmos entender o porquê? “Tendência” é o comportamento de alguns que influencia vários, mas geralmente começa nas ruas, não só nas avenues de Paris ou nos becos londrinos, ela pode estar começando bem ao seu lado, mas, por arrogância, você pode estar ignorando-a.
Para mim, Costanza Pascolato disse tudo (neste vídeo que gerou esse post): “Eu não critico nada, eu acho até divertido ver o que as pessoas gostam que eu sempre achei brega. Eu vou entender porque eles gostam e talvez seja bem legal.”
Afinal, minha gente, convenhamos, o Brasil é brega.
O cachorrão voltou! Essa semana foi aniversário do meu pai, então lá vai o povo se arrumar em plena segundona! Friorenta que sou, escalei o cachorrão para me acompanhar no evento. Sabe quando você tem vontade de se vestir todo dia com a mesma roupa de tão bem que está se sentindo com ela? Pois bem, é o caso desse singelo look. Comprei a blusinha amarela na segunda mesmo e já queria usar no jantar. Como ela é super simples (de algodão, manga 3/4, gola redonda) resolvi dar um pouco de glamour com o casaco. Para não escapar muito da cartela de cores veio o colar dourado-velho e o batom meio vinho (que não dá pra ver muito bem na foto). Calça preta e loafer preto para completar!


Deixa eu fazer uma confissão pra vocês, eu sonhava com um casaco desses. Procurei muito em NY, mas não achei, pois as lojas já estavam com coleção de primavera, e nunca esperei encontrar um por aqui. Fiquei namorando ele na Zara por alguns dias (coisa perigosa de se fazer considerando que as coisas lá evaporam das araras) e, incentivada pelo namorado que passou por um breve surto de consumismo, comprei uma versão mais comprida da seção Kids. Quando cheguei em casa, o bendito estava manchado! Ódio mortal, mas achei que era um sinal divino de que eu nunca iria usa-lo. Teimosia pouca é bobagem, por isso acabei decidindo trocar a versão kids pelo de “adulto”, com as mangas 3/4 e mais curto. E não é que o danado me surpreendeu? Estou usando-o (e amando-o) pra caramba e sinto que foi um bom investimento. Aliás, tenho sentido muito isso ultimamente, como eu compro menos coisas, acabo adquirindo apenas aquilo que eu quero muito, depois de pensar muito e ter certeza de que vou usar de mil maneiras. Juro, a sensação é tão melhor do que comprar tudo por impulso! Uma sensação de que estou comprando “certo” e fazendo meu dinheiro valer alguma coisa, sabe? Affe, agora eu vou encerrar meu “testemunho” porque já to me sentindo aquelas pessoas que ficam tentando converter os outros para a sua religião. Eu hein! Hahaha…
Blusa TVZ
Calça Iódice
Casaco Zara
Loafer Steve Madden
Yep, ontem foi dia dos namorados e eu, que possuo um, passei só! O namorado resolveu aproveitar a ida profissional a Cannes para tirar férias, então, nada de Dia dos Namorados para moá! Sendo assim, comemoramos uns dias antes, mais precisamente quarta feira passada, com um jantar ótemo!
Enquanto esperava o amore mio vir me buscar, tirei fotos do look no hall de entrada do prédio mesmo. Queria muito mostrar, pois estava com o mesmo vestido que usei em uma festa de 15 anos outro dia (em um look mais arrumadinho). Acho legal essa possibilidade de usar a mesma peça em ocasiões totalmente distintas, essa deveria ser a regra básica para comprar coisas novas: de quantas maneiras diferentes você consegue usa-la?
Aliás, estou lendo um livro incrível, “You are what you wear – what your clothes reveal about you” (em tradução literal: Você é o que você veste – o que suas roupas revelam sobre você), e a autora, que é uma psicóloga que trabalha como consultora de imagem, criou uma regrinha para comprar “melhor”. Ela define 4 áreas: formal, noite, trabalho e final de semana, e, quando vai às compras, uma peça nova deve ser versátil o suficiente para ser usada nas 4. Eu, pessoalmente, acho um pouco difícil adequar a maioria das coisas na área “formal”, mas a dica é bem boa para nos fazer pensar melhor na hora de comprar e controlar os impulsos.
Voltando ao look, para deixa-lo mais casual eu desci do salto, coloquei um cinto mais pesado e simples, um cardigan preto e o meu novo queridinho: o casaco de pelo (apelidado carinhosamente de cachorrão pela minha mãe). Adorei, pois estou in love também com esse vestido! Um achado na Macy’s: último da sua espécie, em promoção e super dentro da minha cartela de cores.


Vestido BCBG Generation
Cardigan Uniqlo
Cachorrão Casaco Zara
Cinto Macy’s
Bota Schutz
Bolsa Longchamp
E aí, gostaram?
May 2012
9 posts
Depois de tanto tempo sem look, cá estamos de volta!
Ontem fui almoçar com um amigo e depois resolver umas coisas na rua, por isso o básico camiseta listrada (AMO) e jeans. Para dar uma carinha mais arrumada, o seu, o meu, o nosso: blazer preto! Sempre disponível para incrementar qualquer visual simples. Resolvi também experimentar uma dica que eu vi o Alexandre Herchcovitch dando outro dia de usar o lenço como se fosse um colete. É só colocar aquele lenço tipo echarpe em volta do pescoço e deixar as pontas soltas, daí elas ficam meio escondidas por baixo do blazer e dão essa impressão de ser um colete, legal, né? Como se não bastasse as listras e as flores, eu ainda coloquei um broche na lapela do blazer. Vale tudo nessa vida para chamar a atenção pro rosto e distrair o povo da parte de baixo mais cheinha, né não? Aliás, adoro isso, parte de baixo básica e parte de cima bombando! ;)

No fim, fez um super calor, eu me desmontei inteira e acabei ficando só com a camiseta e o jeans, mas tudo bem, o que vale é a intenção!

Ah, um detalhe bacana do blazer: ele já vem com a manga puxada! Vi vários modelos assim lá em NY e achei genial! Eu sempre acabava dobrando mesmo, então porque não evitar um trabalho?! Precisa perguntar pra uma costureira, mas eu acho que não deve ser muito difícil de fazer em outros blazers… Bom, vou tentar descobrir.

É isso aí, minha gente, por hoje é isso!
Provavelmente uma das coisas mais difíceis da vida são as mudanças. Ao mesmo tempo, elas são aquilo que fazem a nossa existência ser ultra interessante. Já pensou se você vivesse presa na mesma rotina desde o dia que nasceu? Seria terrível! Por isso, somos seres que precisam de mudanças. Acontece que nem sempre as aceitamos logo de cara, o que pode vir a se tornar um grande empecilho no nosso dia a dia.
Conheci recentemente duas mulheres que tinham um grande problema em aceitar que suas vidas, rotinas e corpos haviam mudado depois que se tornaram mães e isso me fez parar para pensar em como temos dificuldade em aceitar determinadas coisas, especialmente no que diz respeito ao nosso corpo e estilo. Ambas estavam presas à imagem daquilo que eram antes dos filhos e ficaram muito incomodadas quando eu mencionei que elas deveriam se adaptar a essa nova fase da vida. Me lembro que eu também já passei por isso, não com filhos, mas com um novo peso. Lembram que eu comentei sobre minha mudança de estilo durante meu intercâmbio aos 16 anos? Pois bem, meu visual tornou-se insustentável não apenas por causa da nova rotina, mas também por causa do novo peso, eu engordei 13 quilos em menos de 3 meses. A menina bonitinha que só usava saias passou a ter vergonha de suas pernas e seu manequim passou de 38 a 44.

“É preciso coragem para crescer e se tornar quem você realmente é” - E.E. Cummings
Não foi nem um pouco fácil e eu passei anos lutando contra a balança. Fiz todo tipo de dieta, exercício e até tomei remédios, mas depois que emagrecia sempre acabava ganhando novamente alguns quilos. Há cerca de 1 ano eu emagreci um pouco após um período de grande estresse e vi que estava bem. Algumas roupas voltaram a caber, e as que não voltaram, eu mandei embora, pois eu cansei de me torturar olhando para aquelas coisas de quando eu pesava 10 quilos a menos. Resolvi me aceitar com todos os defeitos e qualidades que, obviamente, eu ainda possuo. Por quê? Por que eu evoluí. Eu cresci e assimilei duas coisas: primeira, eu amo comer e, segunda, eu odeio praticar exercícios. Portanto, é assim, nenhum milagre vai acontecer, mas eu aceito isso. Não vou mentir dizendo que não espero o dia em que algo natural e milagroso vá surgir e me fazer emagrecer dormindo, mas minha vida não depende mais disso, pois eu estou bem comigo mesma e defini outras prioridades para a minha vida. Ainda acho que deveria praticar exercícios por uma questão de saúde, mas isso é outro assunto…

Não acho que as pessoas devam simplesmente engordar, por exemplo, e se acostumar com isso, mas elas precisam ter metas reais. Se eu como e não malho, é um pouco óbvio que não vou emagrecer, mas ok, eu sei disso e vou trabalhar com aquilo que sou nesse momento. Já ouvi muita gente dizer que não compraria roupas novas que se adequem ao seu novo estilo de vida, pois elas ainda vão voltar a ser aquilo que eram. Acho esse o pior dos enganos, já que considero impossível voltarmos a ser aquilo que já fomos um dia. Não tem aquela história que nunca nos banhamos na mesma água de um rio, pois nunca é a mesma água? Então, no caso do peso, você pode até emagrecer, mas nunca mais será aquela mesma pessoa, pois já terá passado por tantos desafios que será uma pessoa diferente, evoluída, com novos gostos e objetivos.
No caso de quem tem filho isso é ainda mais real, pois a mulher não voltará a ser uma “não-mãe”, ela pode emagrecer o que engordou durante a gravidez, mas sua vida é diferente agora, e seu guarda roupa deve acompanha-la. O mesmo vale para mudanças de emprego, cidade, país e até namorado ou marido! Vivemos em constante evolução porque isso é a vida. E ficar vivendo no passado só torna as coisas muito mais difíceis. Então, que tal dar uma olhada no espelho e ver quem você é hoje? Essa tarefa não é fácil, mas é super rica e pode ajudar muito na hora de definir qual é a sua mensagem para o mundo. E, lembre-se, a consultoria de imagem pode dar um belo help nesse momento de aceitação. ;)
Alguns anos atrás (não me acostumo a dizer isso, pra mim parece que foi tudo ontem), meu namorado me deu um livro infantil muito fofo chamado “Diferente como Chanel”. Eu AMEI, pois sou completamente apaixonada pela Chanel. Mas, calma, não amo (só) as bolsas e roupas, quem eu amo mesmo é a Mademoiselle. Para mim, Gabrielle Coco Chanel é a mulher mais incrível que já existiu na face dessa terra por ser ousada, determinada, inteligente e inovadora. Uma vez fiz uma apresentação sobre ela na faculdade e acabei descobrindo que até o bronzeado foi ela quem popularizou (na época o chique mesmo era ir pra praia e ficar branquela).

Lembrei desse livro em uma das minhas “noites pensantes” (por que insônia é ruim, mas pensar não) e resolvi dar uma olhadinha nele. Como é um livro infantil terminei em 10 minutos, mas estou há uns dois dias pensando incessantemente no seu conteúdo. Livros infantis geralmente mostram situações vividas por todos nós, mas de uma maneira mais leve, por isso podem ser excelentes pontos de partida para refletirmos sobre algumas coisas que esquecemos de vez em quando. E ser diferente é uma delas. Durante nossa adolescência passamos a receber muitas influências externas, além das da nossa família. São amigos, inimigos, tv, ídolos, professores, etc. Acontece que é um momento em que a única coisa que nos interessa é ser igual a alguém, pois isso está na natureza do ser humano, precisamos ter essa sensação de pertencimento, fazer parte de um grupo é fundamental e o jeito mais fácil de identificar grupos é pelo que vestem e como se comportam. O problema é que com o passar dos anos nós começamos a desejar exatamente o oposto disso, e ser diferente torna-se muito mais importante.
Acontece que, depois de tanto tempo sendo outra coisa, fica difícil saber de fato o que é você e o que é dos outros. Por exemplo, eu sempre fui fresca e, com 15 anos, eu tinha o cabelo super comprido e loiro e usava roupas predominantemente da cor rosa, justas, com brincos gigantes e saltos mais ainda. Com 16, eu fui fazer intercâmbio na Austrália e esse visual era insustentável, então eu fui forçada a me adaptar. No final dos seis meses de viagem eu e uma das minhas amigas de lá decidimos que ao voltar para o Brasil nós não queríamos mais ser iguais a todo mundo, nó queríamos ser diferentes, ter nosso próprio estilo, por isso não seríamos mais influenciadas pela opinião alheia. Profundo, né? Porém difícil. Já faz quase dez anos, e só agora que eu entendi que esse nosso objetivo é impossível.
Beatriz Helena, você está louca? Você é consultora de imagem, defende a busca pelo próprio estilo e está dizendo que isso é impossível? Yep, hoje eu acredito que seja absolutamente impossível não receber nenhum tipo de influência externa para compor nosso estilo.

Entretanto, isso não significa que você tenha que ser igual às pessoas. É possível ser influenciado, ou melhor, buscar inspiração nos outros, e adaptar isso ao seu jeito. Aliás, isso sim é estilo: saber qual é a sua maneira de usar as coisas. Era isso que Coco Chanel fazia. Para citar um exemplo, ela viu os marinheiros usando a camiseta listrada e a adaptou para as mulheres, que a usam até hoje. Ela era pobre quando menina, mas nem por isso deixou as damas da sociedade passarem por cima dela, muito pelo contrário, tornou-se muito maior do que todas elas juntas. Isso é chique, isso é elegante, ser você mesma. Tudo bem querer aquele casaco que foi desfilado na última fashion week, mas não se esqueça de dar o seu toque pessoal. E para dar seu toque é preciso se conhecer e se sentir bem consigo mesma. É importante ouvir o que os outros dizem, isso ajuda no processo de autoconhecimento, mas não precisa levar tudo tão a sério! O importante é sempre ser fiel aos seus gostos, porque mulher segura de si é a coisa mais linda que existe! Esse é um exercício constante, mas que vale a pena. ;)
Eu sempre brinco que paulista só sente frio quando não está em São Paulo, porque parece que eu sou uma louca quando saio toda emcapotada nesses dias congelantes de sampa! Ontem mesmo, eu estava de casaco dentro de casa. E, por ser friorenta, eu AMO um casaco. Em janeiro, uma amiga foi para a Europa e eu quase morri quando comecei a ver as fotos no facebook: um casaco mais lindo que o outro. A Bruna, que já é linda, estava super diva nas fotos e eu já falei que ia fazer um post com os casacos dela. Finalmente o frio chegou, assim como o tal do post!
Ela me mandou algumas fotos e eu notei alguns detalhes em comum, por isso fiquei pensando como seria melhor agrupa-las. A ideia inicial era separar por acessórios (vocês vão perceber nas fotos alguns itens que são constantes e fazem toda diferença), mas acabei mudando na última hora, pois achei que seria legal comparar o mesmo casaco sendo usado de diferentes maneiras. Vou fazer meus comentários e depois vem o texto da Bru, tá?
Outro dia eu vi em um blog a menina dizer que comprar um casaco de uma cor que não seja neutra é um “investimento burro”. Apesar de adorar o blog, eu não poderia discordar mais desse ponto de vista! No inverno tudo fica mais escuro, então, por que não dar um toque de cor com um casaco colorido? E outra, casaco geralmente dura mais do que um inverno, então é um investimento super inteligente! Basta que ele seja de um modelo clássico (para você não ter vergonha dele no próximo inverno) e de boa qualidade. Na Europa e nos EUA é mais fácil encontrar peças de boa qualidade com um bom preço, mas por aqui, também é possível encontrar coisas legais, basta procurar.
Enfim! Minha primeira escolha de cor para casaco é sempre o vermelho, que já dá aquela esquentada só de olhar! Um preto é item essencial no armário e esse branco da Bru é daqueles que você (eu pelo menos) sonha em ter, mas sempre tem medo de comprar pelo simples fato de que ele suja fácil (pontos para ela pela “coragem” hahaha). Eu tenho um cinza mescla, um preto, um vermelho e estou em busca de um amarelo/mostarda! ;)
Bom, vamos ao que interessa! Eu quero ressaltar duas coisas nas fotos: os acessórios e as golas. As boinas, por exemplo, parecem comandar mais o look do que o próprio casaco (dá pra perceber bem isso olhando as fotos 3 e 4 do casaco vermelho comparadas às fotos 1 e 2). E o fato do casaco estar inteiro fechado também influencia bastante. Com ele aberto dá para brincar com cores e texturas de lenços e cachecóis (a foto 2 do casaco preto é genial, não parece que o cachecol faz parte do casaco?!), o que muda pra caramba o visual. Espero que gostem e encontrem inspiração para esses dias gelados que nos aguardam!
Look 1: casaco vermelho.

Casaco: C&A Lisboa
Blusa branca: regata rendada da 284
Luvas e gorro: C&A Lisboa
Quando eu coloquei essa roupa (foto 4.), eu nem imaginava o quão paquita eu iria parecer. Só percebi depois, olhando as fotos, que essa combinação de cores e os botões dourados “cruzados” do casaco era exatamente o look das paquitas da Xuxa (a foto está cortada, mas ela está com uma bota de cano alto)! rs! De qualquer maneira, eu gostei bastante. Por debaixo do casaco, entre a regata da 284 e ele, havia uma malha da Zara (aquelas que todo mundo tem rs), mas não aparece na foto.
Na outra foto (1.), no mesmo dia, eu estava sem o gorro e com a bolsa. A bolsa saiu estranha na foto, muito cheia e pra cima rs, mas eu gosto muito dela porque sou apaixonada por franjas (nos acessórios).
Bolsa: C&A Brasil
Nas outras 2 fotos, eu estou com o mesmo casaco (quando viajamos assim pra lugares frios não dá pra lotar a mala com mil coisas diferentes, né?) porém com alguns acessórios diferentes.
Na foto da praia (2.), em San Sebastian, País Basco, eu estou com a gola aberta (não fazia tanto frio), uma blusa de gola preta Zara e um lenço da Armazém Erva-Doce.
Na foto na Notre-Dame (3.), a roupa é a mesma porém com uma boina comprada naquelas lojinhas de cacarecos da Rue de Rivoli, em Paris.
Look 2: casaco preto 
Nesse dia eu fui para o Santuário de Fátima (2.), e o tempo estava péssimo. Chuva, umidade e muito frio.
Casaco: Luigi Bertoli
Gola: essa gola é, na verdade, um cachecol comprido, que eu dei 2 voltas por causa do frio. Comprei numa lojinha de fábrica no Shopping Porto Paulista, na Rua Augusta, em frente ao Shopping Center 3. É uma senhorinha que faz (crochê, bordados e etc), segunda loja à esquerda, perto da escada rolante.
Bolsa: mesma de sempre. rs
Esse é o mesmo casaco (1.), só muda o gorro, que é igual ao branco porém em vermelho (C&A) e o cachecol, que é uma pashmina vermelha que eu comprei também naquelas lojinhas de rua de Madrid.
Look 3: casaco branco 
Bom, esse casaco não precisa de nada além dele, né?
O único problema é que ele sujou horrores, além da gola raspar no meu rosto e ficar toda suja de base/pó/blush. hahaha! mas é lindo e super quente.
Casaco branco: C&A Lisboa
Ah! os óculos que eu usei nas fotos são Ray Ban e o preto redondo é Doce & Gabanna.
Não é novidade nenhuma minha paixão por lenços… Um tempão atrás até defini que os lenços seriam meu signature look, por isso vivo em busca de novas maneiras de usa-los. Além das amarrações diferentes, eles podem ser inseridos em outros pontos do look, como na bolsa. A seguir estão os jeitos que eu mais uso, ou ainda vou usar!
Lenço na alça I
Provavelmente a maneira mais fácil, rápida e versátil de usar um lenço na bolsa é dando um nó simples na alça. Não importa o tamanho do lenço, nem da bolsa, totalmente democrático! Isso é um jeito ótimo para mudar a cara daquela bolsa que você sempre usa, ou para começar a brincar com cores e texturas sem se arriscar muito.

Lenço na alça II
Outra maneira que fica super chique é enrolar o lenço na alça da bolsa. Vi isso em algum site de streetstyle e era uma bolsa Kelly da Hermès, que tem a alça mais curta. Como estou bem longe de ter uma Kelly, adaptei o uso à essa Longchamp, que é minha bolsa mais básica e que também tem alça curta. Esse lenço precisa ser grande para você conseguir enrolar na alça toda, eu uso esse que é um quadrado de seda de uns 50x50cm, por que daí dá para arrematar com um nó e e deixar as pontas penduradas.

Lenço como alça I
Essa é uma das bolsas mais fofas que eu tenho, mas, por ter sido comprada em um brechó em Paris (gente, quando eu tinha uns 15 anos era meu sonho falar isso!), ela veio sem alça. Apesar de ser bonitinho segura-la pela alça curta, é pouco prático, então eu resolvi dar uma alça mais do que charmosa para ela: um lenço! Nesse caso, o lenço tem que ser tipo echarpe (aquele retângulo beeem longo e mais estreito) para dar o comprimento e não ficar com muito excesso de tecido em nenhum pedaço. É só dar um nó nas pontas e deixa-lo na parte de dentro da bolsa, embaixo da aba de abertura. (Ao abrir a bolsa segure-a pela parte debaixo, pois se o lenço estiver pendurado no seu ombro ela pode cair!)

Esse jeito também funciona para carteiras, quando você está com preguiça de ficar segurando-as…

Lenço como alça II
Comprei essa bolsinha fofa ano passado, na feirinha da Pompeia. Ela é daquelas que você muda a alça, sabe? Que tem uma mais curta e uma mais longa, por isso já vem com umas alcinhas dentro, o que só facilitou minha vida! É só pegar um lenço pequeno (esse é um quadrado de 10x10cm) e dar um nozinho na própria alcinha interna dela. Além de alça, o lenço ainda faz as vezes de pulseira quando está no pulso!

Lenço como detalhe
Um dos jeitos mais charmosos de usar, na minha opinião, é amarrar o lenço em volta de uma clutch! Ele pode se tornar pouco prático na hora de abrir a bolsa, mas agrega tanto estilo ao look que a gente até esquece dessa parte… (tem gente que anda com sapato um número menor, o que é um lencinho no meio do zíper, né?) Qualquer lenço pode ser usado, depende do seu gosto, se quiser deixar mais pontas, use um lenço maior, mas se quiser deixar só o nozinho, um lenço menor também serve!

Como eu comentei semana passada, no sábado foi a festa de 15 anos da minha “priminha”. Esse é um daqueles momentos em que você pensa: “nossa, virei gente grande!”, pois faz exatamente 10 anos que foi a minha festa de 15 anos! Neuroses à parte, a festa foi super bacana, minha prima estava linda e meus tios muito felizes.
Mas o que interessa aqui é a roupa, né meu povo? Vamos lá! Eu fui com um vestido (BCBG Generation) que comprei na Macy’s em NY, mas estava achando ele muito simples, por isso resgatei minha casquete (comprei muito tempo atrás da Galeria Ouro Fino) e acrescentei um cinto de pedras (também comprado na Macy’s) para dar um quê de glamour.

(eu e o namorado <3)
Deixei para tirar fotos na festa, mas as dos detalhes não funcionaram, então, fotos de instagram e no espelho do corredor só para constar! Como estava meio friozinho eu coloquei um blazer curtinho para os momentos de transição entre carro-salão.

Abaixo, minha “priminha” (que como vocês podem ver já está maior que eu) com o seu primeiro vestido, que estava lindo! Na foto da esquerda, a irmã dela, que estava muito fofa, e na da direita, meus tios (atenção para o vestido red carpet-divo da minha tia).

(a pessoa de vestido cinza é minha irmã, que mandou muito reciclando esse vestido que era longo, mas ficou curto para ser mais versátil. super dica!)

Agora, preciso fazer um comentário! Chata e observadora que sou, não pude deixar de notar uma mudança de comportamento, no mínimo interessante, da minha geração para essa. Quando eu e minha irmã (que é apenas um ano mais nova que eu) estávamos nessa fase de festas de 15 anos a busca por vestidos de festa era eterna! Chegávamos a ter 2 ou 3 festas por final de semana e, obviamente, não queríamos usar o mesmo vestido sempre. Então rolava aquele escambo entre amigas e todo um calendário de uso de cada peça para acompanhar o ritmo das festas. Para a festa da minha prima fiquei super neurótica, pois estava achando meu vestido casual demais e estava bem claro no convite que o traje era social completo. Acabei dando uma incrementada no visual com a casquete, mas fiquei em estado de choque quando cheguei lá. Não sei se essa geração não sabe o que é traje social completo ou se é pura falta de respeito, mas a maioria das meninas estava vestida como se estivesse indo para a balada, de saias ou vestido bandage (aquele modelo de saia super justo, super curto e que nunca deveria ter saído das passarelas) e camiseta. Sim, camisetas e regatas de algodão, daquelas básicas da Zara. E os meninos de jeans e camisa xadrez? Gente, isso era muita falta de educação na minha época, mas aparentemente é normal hoje em dia… Enfim, poderia falar horas sobre o assunto, pois eu realmente acho muito interessante essa mudança de comportamento, mas acho melhor parar por aqui, foi só um desabafo mesmo. ;)
Não tem jeito, camisa xadrez combinada com bota, para mim, é sinônimo de festa junina! Mesmo assim, essa é a roupa de hoje! Essa camisa estava encostada há meses no meu armário e hoje eu resolvi que tinha que usa-la de qualquer jeito. Para ajudar a deixa-la menos xadrez a solução foi a sobreposição.
Vi a Kelly do The Glamourai usando uma sobreposição de tricô curto com camisa mais comprida e fiquei apaixonada! Achei que só funcionava nela por ela ser super magrinha, mas, aproveitando dia de quebra de preconceitos, resolvi tentar. Acabei gostando do resultado, apesar de saber dos “problemas visuais” que essa roupa provoca na minha silhueta (e que eu não vou contar, mas é fácil vai gente, exercitem o olhar! hahaha). Mas eu acho isso super interessante, pois sei exatamente o que acontece, mas assumo esse risco, pois é assim que eu me sinto bem hoje. Acho que essa consciência nos dá liberdade de tentar, arriscar e, algumas vezes, acertar no look. Por isso que eu odeio aquela pegada “Esquadrão da moda”: você NUNCA pode usar isso, ou você SÓ PODE usar isso, por que isso não é real! Desde que você saiba o que está fazendo, tudo bem! E outra, como diz a Fê da Oficina de Estilo: “é só roupa, ninguém vai morrer se você ‘errar’ no look!”

Ai, não posso deixar de falar da minha bota linda-nova-bapho! Segundo o namorado, ela é de festa junina, mas tem tachinhas. Enfim, geralmente eu odeio usar bota com calça, mas como ela tem o bico fino dá uma alongada e parece até que eu tô usando salto!

Camisa Gap
Tricô Forever 21
Jeans Gap
Colar Todo Moda (Buenos Aires)
Óculos Urban Outfitters
Bota Schutz
Ah! Esse final de semana tenho uma festa de 15 anos, daí semana que vem vou fazer um post com o look do casamento na praia da semana passada e o dessa festa! ;)
Na quinta feira passada eu fui ao Bride Style, a fashion week das noivas, que rolou ali na Bienal. Não, eu não pretendo me casar no momento, mas fui convidada pela Graciella Starling para ir ver seu primeiro desfile e não pude recusar!
Antes do evento, quem é Graciella Starling? Eu a conheci totalmente por acaso, mas me apaixonei instantaneamente por seu trabalho. Louca que sou por adereços para a cabeça não podia deixar de entrar na lojinha fofa cheia de chapéus e casquetes na vitrine, né? Em minutos descobri que aquele lugar abrigava muito mais do que aquelas tiarinhas trabalhadas que vemos por aí, pois aquela menina realmente criava peças absolutamente maravilhosas!
Ficamos um tempão conversando sobre como as brasileiras ainda não têm o costume de usar casquetes, mas que em festas e, especialmente, casamentos, esse cenário está começando a mudar. Por ter percebido isso, a Graciella resolveu adaptar um espaço em seu atelier justamente para atender essa clientela mais do que especial. E assim, ela foi parar no Bride Style para fazer seu primeiro desfile de alta chapelaria (possivelmente o primeiro do Brasil também…).
Apresentações feitas, vamos às fotos do desfile.
Até tirei algumas fotos com a minha câmera, mas acabei pegando as do face da Graci pois estão mais profissa:






Esse da direita até me deu vontade de casar….. pronto, passou!

Graciella Starling no backstage do desfile
Eu achei incrível! Ela mostrou toda versatilidade e criatividade do seu trabalho e foi lindo. Acho que o evento tinha um público bem careta, que nem entende muito bem a teatralidade de um desfile, mas é bom dar um choque no povo de vez em quando, quem sabe assim as pessoas não percebem que o mundo é cheio de coisas diferentes e bacanérrimas, né?
Sempre falo que se algum dia eu casar quero um vestido simples, mas um arranjo maravilhoso na cabeça (e agora eu já sei exatamente onde procurar caso esse dia chegue).
O look de “hoje” é na verdade de quinta feira passada, dia que fui ao Bride Style (assunto do próximo post!). Ele, na verdade, foi pensado com um macacão + salto, mas, como ia sair de casa de manhã e voltar sabe-se-lá que horas, adaptei-o às andanças do dia. Essa roupa ficou muito interessante pois agrega diversos efeitos alongadores, como as listras verticais, cintura alta e a terceira peça, mas vamos explica-los um por um.

Começamos com a base, pode ser? Como eu disse, eu havia pensado em usar essa roupa com um macacão preto justamente para que quando eu colocasse a blusa curta ele ficasse com efeito de calça de cintura alta, o que faz as pernas parecerem mais longas. Acontece que meu macacão está muito comprido, e eu realmente precisava de uma sapatilha nesse dia, então, adaptemos! Coloquei a calça e a regatinha pretas, para que não tivesse muito contraste, e elas serviram muito bem de base-efeito-cintura-alta para a blusinha curta.

Explicado isso, vamos à blusinha curta. Ela já havia aparecido por aqui sendo usada com a saia de cintura alta, mas eu realmente queria experimenta-la com calças, e gostei bastante do resultado. Mas, além de ser curtinha e ajudar a alongar as pernitchas, ela tem as listras verticais. Essas família de listras é a melhor amiga das baixinhas e de quem quer disfarçar as regiões que são mais pesadas visualmente (pode ser o quadril, braços, pernas, ou qualquer outra parte que você sente que é a mais larga no seu corpo). Como a minha região de peso visual é o quadril eu geralmente uso listras horizontais na parte de cima para equilibrar, mas, a intenção do dia não era equilibrar, e sim alongar, por isso: listras verticais em dobro! Como tenho tido muita vontade de misturar estampas, eu resolvi complementar a blusinha com um blazer que tem um listrado mais leve, e eis que temos nosso próximo efeito alongador: a terceira peça.
Acho que um dos motivos de eu amar tanto o frio é a possibilidade de usar a terceira peça sem medo de ser feliz! Blazers, cardigans e casacos em geral, quando usados abertos, formam uma linha vertical no centro do corpo, o que emagrece e alonga. Nesse caso, o blazer com listras verticais é a peça mais perfeita do mundo! Ah, listras verticais também expressam força e frieza (ideal para dias em que é preciso estar poderosa, tipo reunião com cliente/chefe chato), mas reparem que o final arredondado do blazer lhe dá uma leveza em meio à tantas listras…

Para fechar, minha bolsa amarela, só porque de vez em quando eu cismo que amarelo (ou laranja) combina com tudo! ;)
Blusa Forever 21
Regata H&M
Blazer Zara Kids
Calça Levi’s
Sapatilha Urban Outfitters
Óculos Vera Wang
Bolsa H&M