Diferente como você
Alguns anos atrás (não me acostumo a dizer isso, pra mim parece que foi tudo ontem), meu namorado me deu um livro infantil muito fofo chamado “Diferente como Chanel”. Eu AMEI, pois sou completamente apaixonada pela Chanel. Mas, calma, não amo (só) as bolsas e roupas, quem eu amo mesmo é a Mademoiselle. Para mim, Gabrielle Coco Chanel é a mulher mais incrível que já existiu na face dessa terra por ser ousada, determinada, inteligente e inovadora. Uma vez fiz uma apresentação sobre ela na faculdade e acabei descobrindo que até o bronzeado foi ela quem popularizou (na época o chique mesmo era ir pra praia e ficar branquela).

Lembrei desse livro em uma das minhas “noites pensantes” (por que insônia é ruim, mas pensar não) e resolvi dar uma olhadinha nele. Como é um livro infantil terminei em 10 minutos, mas estou há uns dois dias pensando incessantemente no seu conteúdo. Livros infantis geralmente mostram situações vividas por todos nós, mas de uma maneira mais leve, por isso podem ser excelentes pontos de partida para refletirmos sobre algumas coisas que esquecemos de vez em quando. E ser diferente é uma delas. Durante nossa adolescência passamos a receber muitas influências externas, além das da nossa família. São amigos, inimigos, tv, ídolos, professores, etc. Acontece que é um momento em que a única coisa que nos interessa é ser igual a alguém, pois isso está na natureza do ser humano, precisamos ter essa sensação de pertencimento, fazer parte de um grupo é fundamental e o jeito mais fácil de identificar grupos é pelo que vestem e como se comportam. O problema é que com o passar dos anos nós começamos a desejar exatamente o oposto disso, e ser diferente torna-se muito mais importante.
Acontece que, depois de tanto tempo sendo outra coisa, fica difícil saber de fato o que é você e o que é dos outros. Por exemplo, eu sempre fui fresca e, com 15 anos, eu tinha o cabelo super comprido e loiro e usava roupas predominantemente da cor rosa, justas, com brincos gigantes e saltos mais ainda. Com 16, eu fui fazer intercâmbio na Austrália e esse visual era insustentável, então eu fui forçada a me adaptar. No final dos seis meses de viagem eu e uma das minhas amigas de lá decidimos que ao voltar para o Brasil nós não queríamos mais ser iguais a todo mundo, nó queríamos ser diferentes, ter nosso próprio estilo, por isso não seríamos mais influenciadas pela opinião alheia. Profundo, né? Porém difícil. Já faz quase dez anos, e só agora que eu entendi que esse nosso objetivo é impossível.
Beatriz Helena, você está louca? Você é consultora de imagem, defende a busca pelo próprio estilo e está dizendo que isso é impossível? Yep, hoje eu acredito que seja absolutamente impossível não receber nenhum tipo de influência externa para compor nosso estilo.

Entretanto, isso não significa que você tenha que ser igual às pessoas. É possível ser influenciado, ou melhor, buscar inspiração nos outros, e adaptar isso ao seu jeito. Aliás, isso sim é estilo: saber qual é a sua maneira de usar as coisas. Era isso que Coco Chanel fazia. Para citar um exemplo, ela viu os marinheiros usando a camiseta listrada e a adaptou para as mulheres, que a usam até hoje. Ela era pobre quando menina, mas nem por isso deixou as damas da sociedade passarem por cima dela, muito pelo contrário, tornou-se muito maior do que todas elas juntas. Isso é chique, isso é elegante, ser você mesma. Tudo bem querer aquele casaco que foi desfilado na última fashion week, mas não se esqueça de dar o seu toque pessoal. E para dar seu toque é preciso se conhecer e se sentir bem consigo mesma. É importante ouvir o que os outros dizem, isso ajuda no processo de autoconhecimento, mas não precisa levar tudo tão a sério! O importante é sempre ser fiel aos seus gostos, porque mulher segura de si é a coisa mais linda que existe! Esse é um exercício constante, mas que vale a pena. ;)
Colaboração (invernal): Bruna Bueno
Eu sempre brinco que paulista só sente frio quando não está em São Paulo, porque parece que eu sou uma louca quando saio toda emcapotada nesses dias congelantes de sampa! Ontem mesmo, eu estava de casaco dentro de casa. E, por ser friorenta, eu AMO um casaco. Em janeiro, uma amiga foi para a Europa e eu quase morri quando comecei a ver as fotos no facebook: um casaco mais lindo que o outro. A Bruna, que já é linda, estava super diva nas fotos e eu já falei que ia fazer um post com os casacos dela. Finalmente o frio chegou, assim como o tal do post!
Ela me mandou algumas fotos e eu notei alguns detalhes em comum, por isso fiquei pensando como seria melhor agrupa-las. A ideia inicial era separar por acessórios (vocês vão perceber nas fotos alguns itens que são constantes e fazem toda diferença), mas acabei mudando na última hora, pois achei que seria legal comparar o mesmo casaco sendo usado de diferentes maneiras. Vou fazer meus comentários e depois vem o texto da Bru, tá?
Outro dia eu vi em um blog a menina dizer que comprar um casaco de uma cor que não seja neutra é um “investimento burro”. Apesar de adorar o blog, eu não poderia discordar mais desse ponto de vista! No inverno tudo fica mais escuro, então, por que não dar um toque de cor com um casaco colorido? E outra, casaco geralmente dura mais do que um inverno, então é um investimento super inteligente! Basta que ele seja de um modelo clássico (para você não ter vergonha dele no próximo inverno) e de boa qualidade. Na Europa e nos EUA é mais fácil encontrar peças de boa qualidade com um bom preço, mas por aqui, também é possível encontrar coisas legais, basta procurar.
Enfim! Minha primeira escolha de cor para casaco é sempre o vermelho, que já dá aquela esquentada só de olhar! Um preto é item essencial no armário e esse branco da Bru é daqueles que você (eu pelo menos) sonha em ter, mas sempre tem medo de comprar pelo simples fato de que ele suja fácil (pontos para ela pela “coragem” hahaha). Eu tenho um cinza mescla, um preto, um vermelho e estou em busca de um amarelo/mostarda! ;)
Bom, vamos ao que interessa! Eu quero ressaltar duas coisas nas fotos: os acessórios e as golas. As boinas, por exemplo, parecem comandar mais o look do que o próprio casaco (dá pra perceber bem isso olhando as fotos 3 e 4 do casaco vermelho comparadas às fotos 1 e 2). E o fato do casaco estar inteiro fechado também influencia bastante. Com ele aberto dá para brincar com cores e texturas de lenços e cachecóis (a foto 2 do casaco preto é genial, não parece que o cachecol faz parte do casaco?!), o que muda pra caramba o visual. Espero que gostem e encontrem inspiração para esses dias gelados que nos aguardam!
Look 1: casaco vermelho.

Casaco: C&A Lisboa
Blusa branca: regata rendada da 284
Luvas e gorro: C&A Lisboa
Quando eu coloquei essa roupa (foto 4.), eu nem imaginava o quão paquita eu iria parecer. Só percebi depois, olhando as fotos, que essa combinação de cores e os botões dourados “cruzados” do casaco era exatamente o look das paquitas da Xuxa (a foto está cortada, mas ela está com uma bota de cano alto)! rs! De qualquer maneira, eu gostei bastante. Por debaixo do casaco, entre a regata da 284 e ele, havia uma malha da Zara (aquelas que todo mundo tem rs), mas não aparece na foto.
Na outra foto (1.), no mesmo dia, eu estava sem o gorro e com a bolsa. A bolsa saiu estranha na foto, muito cheia e pra cima rs, mas eu gosto muito dela porque sou apaixonada por franjas (nos acessórios).
Bolsa: C&A Brasil
Nas outras 2 fotos, eu estou com o mesmo casaco (quando viajamos assim pra lugares frios não dá pra lotar a mala com mil coisas diferentes, né?) porém com alguns acessórios diferentes.
Na foto da praia (2.), em San Sebastian, País Basco, eu estou com a gola aberta (não fazia tanto frio), uma blusa de gola preta Zara e um lenço da Armazém Erva-Doce.
Na foto na Notre-Dame (3.), a roupa é a mesma porém com uma boina comprada naquelas lojinhas de cacarecos da Rue de Rivoli, em Paris.
Look 2: casaco preto 
Nesse dia eu fui para o Santuário de Fátima (2.), e o tempo estava péssimo. Chuva, umidade e muito frio.
Casaco: Luigi Bertoli
Gola: essa gola é, na verdade, um cachecol comprido, que eu dei 2 voltas por causa do frio. Comprei numa lojinha de fábrica no Shopping Porto Paulista, na Rua Augusta, em frente ao Shopping Center 3. É uma senhorinha que faz (crochê, bordados e etc), segunda loja à esquerda, perto da escada rolante.
Bolsa: mesma de sempre. rs
Esse é o mesmo casaco (1.), só muda o gorro, que é igual ao branco porém em vermelho (C&A) e o cachecol, que é uma pashmina vermelha que eu comprei também naquelas lojinhas de rua de Madrid.
Look 3: casaco branco 
Bom, esse casaco não precisa de nada além dele, né?
O único problema é que ele sujou horrores, além da gola raspar no meu rosto e ficar toda suja de base/pó/blush. hahaha! mas é lindo e super quente.
Casaco branco: C&A Lisboa
Ah! os óculos que eu usei nas fotos são Ray Ban e o preto redondo é Doce & Gabanna.
Como usar: lenço + bolsa
Não é novidade nenhuma minha paixão por lenços… Um tempão atrás até defini que os lenços seriam meu signature look, por isso vivo em busca de novas maneiras de usa-los. Além das amarrações diferentes, eles podem ser inseridos em outros pontos do look, como na bolsa. A seguir estão os jeitos que eu mais uso, ou ainda vou usar!
Lenço na alça I
Provavelmente a maneira mais fácil, rápida e versátil de usar um lenço na bolsa é dando um nó simples na alça. Não importa o tamanho do lenço, nem da bolsa, totalmente democrático! Isso é um jeito ótimo para mudar a cara daquela bolsa que você sempre usa, ou para começar a brincar com cores e texturas sem se arriscar muito.

Lenço na alça II
Outra maneira que fica super chique é enrolar o lenço na alça da bolsa. Vi isso em algum site de streetstyle e era uma bolsa Kelly da Hermès, que tem a alça mais curta. Como estou bem longe de ter uma Kelly, adaptei o uso à essa Longchamp, que é minha bolsa mais básica e que também tem alça curta. Esse lenço precisa ser grande para você conseguir enrolar na alça toda, eu uso esse que é um quadrado de seda de uns 50x50cm, por que daí dá para arrematar com um nó e e deixar as pontas penduradas.

Lenço como alça I
Essa é uma das bolsas mais fofas que eu tenho, mas, por ter sido comprada em um brechó em Paris (gente, quando eu tinha uns 15 anos era meu sonho falar isso!), ela veio sem alça. Apesar de ser bonitinho segura-la pela alça curta, é pouco prático, então eu resolvi dar uma alça mais do que charmosa para ela: um lenço! Nesse caso, o lenço tem que ser tipo echarpe (aquele retângulo beeem longo e mais estreito) para dar o comprimento e não ficar com muito excesso de tecido em nenhum pedaço. É só dar um nó nas pontas e deixa-lo na parte de dentro da bolsa, embaixo da aba de abertura. (Ao abrir a bolsa segure-a pela parte debaixo, pois se o lenço estiver pendurado no seu ombro ela pode cair!)

Esse jeito também funciona para carteiras, quando você está com preguiça de ficar segurando-as…

Lenço como alça II
Comprei essa bolsinha fofa ano passado, na feirinha da Pompeia. Ela é daquelas que você muda a alça, sabe? Que tem uma mais curta e uma mais longa, por isso já vem com umas alcinhas dentro, o que só facilitou minha vida! É só pegar um lenço pequeno (esse é um quadrado de 10x10cm) e dar um nozinho na própria alcinha interna dela. Além de alça, o lenço ainda faz as vezes de pulseira quando está no pulso!

Lenço como detalhe
Um dos jeitos mais charmosos de usar, na minha opinião, é amarrar o lenço em volta de uma clutch! Ele pode se tornar pouco prático na hora de abrir a bolsa, mas agrega tanto estilo ao look que a gente até esquece dessa parte… (tem gente que anda com sapato um número menor, o que é um lencinho no meio do zíper, né?) Qualquer lenço pode ser usado, depende do seu gosto, se quiser deixar mais pontas, use um lenço maior, mas se quiser deixar só o nozinho, um lenço menor também serve!

Sweet 15
Como eu comentei semana passada, no sábado foi a festa de 15 anos da minha “priminha”. Esse é um daqueles momentos em que você pensa: “nossa, virei gente grande!”, pois faz exatamente 10 anos que foi a minha festa de 15 anos! Neuroses à parte, a festa foi super bacana, minha prima estava linda e meus tios muito felizes.
Mas o que interessa aqui é a roupa, né meu povo? Vamos lá! Eu fui com um vestido (BCBG Generation) que comprei na Macy’s em NY, mas estava achando ele muito simples, por isso resgatei minha casquete (comprei muito tempo atrás da Galeria Ouro Fino) e acrescentei um cinto de pedras (também comprado na Macy’s) para dar um quê de glamour.

(eu e o namorado <3)
Deixei para tirar fotos na festa, mas as dos detalhes não funcionaram, então, fotos de instagram e no espelho do corredor só para constar! Como estava meio friozinho eu coloquei um blazer curtinho para os momentos de transição entre carro-salão.

Abaixo, minha “priminha” (que como vocês podem ver já está maior que eu) com o seu primeiro vestido, que estava lindo! Na foto da esquerda, a irmã dela, que estava muito fofa, e na da direita, meus tios (atenção para o vestido red carpet-divo da minha tia).

(a pessoa de vestido cinza é minha irmã, que mandou muito reciclando esse vestido que era longo, mas ficou curto para ser mais versátil. super dica!)

Agora, preciso fazer um comentário! Chata e observadora que sou, não pude deixar de notar uma mudança de comportamento, no mínimo interessante, da minha geração para essa. Quando eu e minha irmã (que é apenas um ano mais nova que eu) estávamos nessa fase de festas de 15 anos a busca por vestidos de festa era eterna! Chegávamos a ter 2 ou 3 festas por final de semana e, obviamente, não queríamos usar o mesmo vestido sempre. Então rolava aquele escambo entre amigas e todo um calendário de uso de cada peça para acompanhar o ritmo das festas. Para a festa da minha prima fiquei super neurótica, pois estava achando meu vestido casual demais e estava bem claro no convite que o traje era social completo. Acabei dando uma incrementada no visual com a casquete, mas fiquei em estado de choque quando cheguei lá. Não sei se essa geração não sabe o que é traje social completo ou se é pura falta de respeito, mas a maioria das meninas estava vestida como se estivesse indo para a balada, de saias ou vestido bandage (aquele modelo de saia super justo, super curto e que nunca deveria ter saído das passarelas) e camiseta. Sim, camisetas e regatas de algodão, daquelas básicas da Zara. E os meninos de jeans e camisa xadrez? Gente, isso era muita falta de educação na minha época, mas aparentemente é normal hoje em dia… Enfim, poderia falar horas sobre o assunto, pois eu realmente acho muito interessante essa mudança de comportamento, mas acho melhor parar por aqui, foi só um desabafo mesmo. ;)
Festa junina inspired
Não tem jeito, camisa xadrez combinada com bota, para mim, é sinônimo de festa junina! Mesmo assim, essa é a roupa de hoje! Essa camisa estava encostada há meses no meu armário e hoje eu resolvi que tinha que usa-la de qualquer jeito. Para ajudar a deixa-la menos xadrez a solução foi a sobreposição.
Vi a Kelly do The Glamourai usando uma sobreposição de tricô curto com camisa mais comprida e fiquei apaixonada! Achei que só funcionava nela por ela ser super magrinha, mas, aproveitando dia de quebra de preconceitos, resolvi tentar. Acabei gostando do resultado, apesar de saber dos “problemas visuais” que essa roupa provoca na minha silhueta (e que eu não vou contar, mas é fácil vai gente, exercitem o olhar! hahaha). Mas eu acho isso super interessante, pois sei exatamente o que acontece, mas assumo esse risco, pois é assim que eu me sinto bem hoje. Acho que essa consciência nos dá liberdade de tentar, arriscar e, algumas vezes, acertar no look. Por isso que eu odeio aquela pegada “Esquadrão da moda”: você NUNCA pode usar isso, ou você SÓ PODE usar isso, por que isso não é real! Desde que você saiba o que está fazendo, tudo bem! E outra, como diz a Fê da Oficina de Estilo: “é só roupa, ninguém vai morrer se você ‘errar’ no look!”

Ai, não posso deixar de falar da minha bota linda-nova-bapho! Segundo o namorado, ela é de festa junina, mas tem tachinhas. Enfim, geralmente eu odeio usar bota com calça, mas como ela tem o bico fino dá uma alongada e parece até que eu tô usando salto!

Camisa Gap
Tricô Forever 21
Jeans Gap
Colar Todo Moda (Buenos Aires)
Óculos Urban Outfitters
Bota Schutz
Ah! Esse final de semana tenho uma festa de 15 anos, daí semana que vem vou fazer um post com o look do casamento na praia da semana passada e o dessa festa! ;)
Graciella Starling no Bride Style
Na quinta feira passada eu fui ao Bride Style, a fashion week das noivas, que rolou ali na Bienal. Não, eu não pretendo me casar no momento, mas fui convidada pela Graciella Starling para ir ver seu primeiro desfile e não pude recusar!
Antes do evento, quem é Graciella Starling? Eu a conheci totalmente por acaso, mas me apaixonei instantaneamente por seu trabalho. Louca que sou por adereços para a cabeça não podia deixar de entrar na lojinha fofa cheia de chapéus e casquetes na vitrine, né? Em minutos descobri que aquele lugar abrigava muito mais do que aquelas tiarinhas trabalhadas que vemos por aí, pois aquela menina realmente criava peças absolutamente maravilhosas!
Ficamos um tempão conversando sobre como as brasileiras ainda não têm o costume de usar casquetes, mas que em festas e, especialmente, casamentos, esse cenário está começando a mudar. Por ter percebido isso, a Graciella resolveu adaptar um espaço em seu atelier justamente para atender essa clientela mais do que especial. E assim, ela foi parar no Bride Style para fazer seu primeiro desfile de alta chapelaria (possivelmente o primeiro do Brasil também…).
Apresentações feitas, vamos às fotos do desfile.
Até tirei algumas fotos com a minha câmera, mas acabei pegando as do face da Graci pois estão mais profissa:






Esse da direita até me deu vontade de casar….. pronto, passou!

Graciella Starling no backstage do desfile
Eu achei incrível! Ela mostrou toda versatilidade e criatividade do seu trabalho e foi lindo. Acho que o evento tinha um público bem careta, que nem entende muito bem a teatralidade de um desfile, mas é bom dar um choque no povo de vez em quando, quem sabe assim as pessoas não percebem que o mundo é cheio de coisas diferentes e bacanérrimas, né?
Sempre falo que se algum dia eu casar quero um vestido simples, mas um arranjo maravilhoso na cabeça (e agora eu já sei exatamente onde procurar caso esse dia chegue).
Alongue-se!
O look de “hoje” é na verdade de quinta feira passada, dia que fui ao Bride Style (assunto do próximo post!). Ele, na verdade, foi pensado com um macacão + salto, mas, como ia sair de casa de manhã e voltar sabe-se-lá que horas, adaptei-o às andanças do dia. Essa roupa ficou muito interessante pois agrega diversos efeitos alongadores, como as listras verticais, cintura alta e a terceira peça, mas vamos explica-los um por um.

Começamos com a base, pode ser? Como eu disse, eu havia pensado em usar essa roupa com um macacão preto justamente para que quando eu colocasse a blusa curta ele ficasse com efeito de calça de cintura alta, o que faz as pernas parecerem mais longas. Acontece que meu macacão está muito comprido, e eu realmente precisava de uma sapatilha nesse dia, então, adaptemos! Coloquei a calça e a regatinha pretas, para que não tivesse muito contraste, e elas serviram muito bem de base-efeito-cintura-alta para a blusinha curta.

Explicado isso, vamos à blusinha curta. Ela já havia aparecido por aqui sendo usada com a saia de cintura alta, mas eu realmente queria experimenta-la com calças, e gostei bastante do resultado. Mas, além de ser curtinha e ajudar a alongar as pernitchas, ela tem as listras verticais. Essas família de listras é a melhor amiga das baixinhas e de quem quer disfarçar as regiões que são mais pesadas visualmente (pode ser o quadril, braços, pernas, ou qualquer outra parte que você sente que é a mais larga no seu corpo). Como a minha região de peso visual é o quadril eu geralmente uso listras horizontais na parte de cima para equilibrar, mas, a intenção do dia não era equilibrar, e sim alongar, por isso: listras verticais em dobro! Como tenho tido muita vontade de misturar estampas, eu resolvi complementar a blusinha com um blazer que tem um listrado mais leve, e eis que temos nosso próximo efeito alongador: a terceira peça.
Acho que um dos motivos de eu amar tanto o frio é a possibilidade de usar a terceira peça sem medo de ser feliz! Blazers, cardigans e casacos em geral, quando usados abertos, formam uma linha vertical no centro do corpo, o que emagrece e alonga. Nesse caso, o blazer com listras verticais é a peça mais perfeita do mundo! Ah, listras verticais também expressam força e frieza (ideal para dias em que é preciso estar poderosa, tipo reunião com cliente/chefe chato), mas reparem que o final arredondado do blazer lhe dá uma leveza em meio à tantas listras…

Para fechar, minha bolsa amarela, só porque de vez em quando eu cismo que amarelo (ou laranja) combina com tudo! ;)
Blusa Forever 21
Regata H&M
Blazer Zara Kids
Calça Levi’s
Sapatilha Urban Outfitters
Óculos Vera Wang
Bolsa H&M
Todos falam sobre: #46naoentra
Ontem, dia 24/04, rolou mais uma polêmica fashion no Twitter. Por estar brincando de Hulk com meu irmão de 3 anos, eu perdi. Mas, antes tarde do que nunca, vamos lá, vou dar a minha opinião.
Para quem não sabe o que aconteceu, é o seguinte: Alice Ferraz, responsável pela F*Hits (rede de blogueiras top), saiu em uma reportagem na Istoé Dinheiro que falava sobre os blogs como investimento para as marcas que agora não precisam mais se preocupar apenas com o que está sendo dito nas revistas, mas também com o que essas blogueiras super influenciadoras estão usando e falando. A parceria da Alice com essas blogueiras rendeu a F*Hits Shops, um site “exclusivo” que vende os looks das moçoilas. Acontece que para se cadastrar (ser aceito) é preciso responder algumas perguntas, inclusive o tamanho do seu manequim, mas as opções só vão até o tamanho 46. E é assim que está na reportagem:
“A rede se desenvolveu e conta, desde janeiro, com uma plataforma própria de comércio eletrônico, o F*Hits Shops, cujo acesso é restrito. Ela funciona da seguinte forma: para acessá-la, a consumidora deve preencher um cadastro com informações sobre seu manequim. Se usar roupas menores que o tamanho 46, a candidata tem chances de ser aceita.”

(Alice Ferraz - foto do artigo da Istoé Dinheiro)
Ooooopa, como assim? Então, se você usa tamanho 48 não pode usar as mesmas coisas que as blogueiras? Virou trending topics imediatamente, com milhares de pessoas usando a hashtag #46nãoentra. Dei uma pesquisada antes de escrever esse post e minha conclusão é a seguinte: o problema vai muito além do artigo ou da F* Hits Shops. Alice Ferraz foi o bode expiatório para a indústria da moda. Não, não estou defendendo-a, acho a ideia da loja com os looks muito boa do ponto de vista de negócio, mas isso não justifica. (Aliás, acho muito mais interessante do que as “dicas” que as top blogueiras recebem prontas para publicar, me parece ser mais verdadeiro, ela usa isso e ponto final. Um look custa R$ 3.000,00? Mas é a realidade dela e ponto, é mais digno do que ela dizer que está louca pelo vestidinho básico da Marisa, de apenas R$59,90. Essas blogueiras não possuem mais opinião, elas possuem um preço.)
De qualquer maneira, o meu blog (assim como tantos outros) é sobre isso, sobre as pessoas que se sentem “esquecidas” pelo mundo da moda. E não adianta reclamar, esse tipo de blogueira se tornou mídia, tanto que muitas delas aparecem nas revistas como referência de pessoas reais, mas não são reais para a maioria das pessoas. Acho muito justo o debate, mas acredito muito no “poder do povo”, então, se a massa está endeusando pessoas que não se parecem com elas, que na verdade são mais do mesmo, é porque é isso que elas precisam. Mesmo com tantas críticas continuamos comprando revistas com modelos esquálidas e visitando blogs de meninas tão esquálidas quanto. Na boa, tem centenas de páginas por aí dedicadas a pessoas reais, mas quase nenhuma delas ganha destaque, por quê? Por que as pessoas querem sair da rotina delas, querem sonhar, querem ser tão magras quanto fulana, ou ter tal roupa e viver igual a ciclana.

(Tanesha, do blog Girl with Curves)

(Nicolette, do blog Nicolette Mason)
Resumimos o mundo a algumas marcas e empresas que realmente, não estão nem aí para os “marginalizados”, pois elas continuam ganhando dinheiro possuindo tamanho “x” ou não, aliás, foi essa a justificativa da Alice: “não disponibilizamos roupa nesse tamanho porque as marcas não fazem”. Pode parecer cruel, mas esse é o mundo capitalista em que vivemos e por enquanto não tem muito o que fazer além de buscar alternativas. A Zara não faz roupa tamanho “x”? Então procure quem venda, encontre uma costureira incrível que faça sob medida! Isso não é justificativa para não se vestir bem! Existem milhares de pessoas talentosas por aí, mas nós temos preguiça e queremos ter aquilo que “todo mundo” tem. E aí entramos na falta de estilo das pessoas, mas isso é assunto para um post inteiro…
Não sei se viajei muito, mas foi tudo isso que eu pensei ao ver tal polêmica. Alguém se manifesta?
*Para ver o que os envolvidos na trama disseram: Alice Ferraz e o jornalista
Delicado, pero no mucho
Trabalhar em casa pode ser muito bom, mas também pode não ser! Como assim? Assim ó: precisa ser muito disciplinada (coisa que eu nunca fui muito, mas já estou reprogramando minha mente rs) e, principalmente, precisa ter um espaço tranquilo e sem muitas interferências (coisa que morando em uma casa com mais 2 mulheres, uma cachorra e o bebê de 2 meses da moça que trabalha aqui não fica muito fácil de ter)! Mas, uma dica que eu sempre vi em diversos sites e programas de tv é: vista-se como se fosse para o escritório, pois isso já muda o seu ânimo. E, bem, é isso que tenho feito nos últimos dias (ou pelo menos na maioria deles).

Estava doida para usar esse cardigan que comprei na Buffalo Exchange, mas SP não estava colaborando até semana passada… Enfim, já estava imaginando um outfit todo básico e sério pra ele, com alguma blusa lisa por baixo, até que cismei que ele precisava de uma estampa para contrastar com as correntinhas e com a cor super neutra. Estampas realmente não vivem no meu guarda roupa (estamos trabalhando para mudar essa situação), mas eis que me deparo com essa camisa florida, toda em tons neutros também! Adorei! Acho que as flores deram uma leveza para as correntes, mas ao mesmo tempo o peso necessário de uma estampa. Ou seja: ficou delicado, mas sem muita fofura. Ah, como o dia também incluiu uma tarde brincando de Hulk com o irmão de 3 anos nada de acessórios para não machucar ninguém (by the way, essa é a parte boa de trabalhar em casa!).
Aliás, vocês conseguem ver que o cardigan não tem a ponta em linhas retas, mas sim em uma linha arredondada? Pois bem, esse acabamento suaviza a peça, que já é super “dura” pelas correntes e ombreiras.

Aprendi lá em NY que isso é um ajuste simples e que pode transformar qualquer blazer ou casaqueto em algo mais delicado e feminino (olha o exemplo na foto seguinte)! Legal, né?

Cardigan H&M (comprado na Buffalo Exchange)
Camisa Têca
Jeans Gap
Rasteira Arezzo
Eu não tô na vogue agora no Facebook
Demorou, mas ela chegou! Fanpage do Eu não tô na vogue já está no ar: https://www.facebook.com/eunaotonavogue

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